quarta-feira, 10 de março de 2010

Simplesmente TUDO!

“Simplesmente eu, Clarice Lispector”

A peça é adaptada, interpretada e dirigida por Beth Goulart.
Teatro do SESI - Av. Graça Aranha, n 01 - Centro

SIMPLESMENTE AMEI!


Cenas da peça
http://www.youtube.com/watch?v=2BSXWdBulbs&feature=related

Entrevista com Beth Goulart
http://www.youtube.com/watch?v=mQYEr3R1u58

Entrevista com Clarice Lispector - parte 1 / 1977
http://www.youtube.com/watch?v=9ad7b6kqyok

terça-feira, 9 de março de 2010

Futuro

ESTÍMULO / LIVRE ARBÍTRIO / ESCOLHA / CONSEQUÊNCIA

sábado, 6 de março de 2010

T ponto M

Vazio, vaso, vago
Explicar o quê?
Universo feminino, universo uno
Um, dois, três
conto até mais de uma vez . . .

Que jazz uma vida

Eu sei de tudo que me diz
Sei que é para o meu bem
No véu escondido do teu querer bem
Tem o egoísmo de não me ver morrer
Enfim, não é da morte que falamos
mas da vida

Você pensa em mim
como se a morte pudesse remediar
Eu vivo sem medo, vivo conteúdo
Não quero ficar, mas estar o tempo que for sem evitar

Não quero tudo nem muito
só o tempo de germinar
Quando? Quanto?
Você, eu, ninguém vai determinar

Olha a música tocando outra vez . . .
Deixa esse papo pra lá, vem dançar!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ofício do meu prazer

Eu te recebo hoje e todas as semanas
pra te ouvir e te traduzir no impossível
daquilo que mais tens medo de conhecer.

Uma reserva na Barra

As férias me proporcionam essas paisagens
Traduz o tempo em minha margem

Tanques e Carrossel

"Você tem fome de que?"
Se oferece balas de canhão ao mundo
ele te retribui com flores
Se convida a praça inteira a duelar
os pássaros te gorjeiam
Se oprime ou sufoca teu manto de amor
beijos lhe lançam
Se pisa e bate o pé feito moleque danado
muitos te convidam pra dançar
Se ainda não sabe o que quer
Se ilude os teus com aflição e desamor
É porque a criança que te sorri
ainda não pode descer desse carrossel.

Minimamente


Minimamente . . .
o ser humano é recheado de conflitos
camuflagens e artifícios
Busca o que quer no âmbito do impossível
naquilo que está mais distante
Esquece ele que:
o essencial muitas vezes está perto, fácil
pode, quase sempre, estar ao seu lado
Nem aqui nem no Japão
o verbo não pode ser mudado ou disfarçado
Poucas coisas me valem hoje
poucas pessoas me encantam ainda
Não necessariamente é preciso filosofar
justificar, parecer cult, inteligente, chique, besta
Faço questão da poesia, mas todo o resto pode ser clichê. Eu no fundo nem ligo!
Na alma e no coração o que bomba mesmo é sentimento e emoção.

terça-feira, 2 de março de 2010

Roubo no escuro III - Nov/18

E quem diria ou podia imaginar,
faltavam apenas 3 dias pra moça encontrar.

"E no caminho, enquanto ouço Nana, penso em como é difícil encontrar o amor. E penso em amor que não é feito só de fantasia, mas de realidade e lealdade sem hiatos. Em amor que não é feito só de pele, mas de alma e cumplicidade, crescente no tempo. E foi assim que cheguei, nesta bela manhã ensolarada, a duas brilhantes e já antigas conclusões: de que as melhores coisas da vida são mesmo as mais difíceis de achar e que eu sou mesmo um amálgama de contradições procurando o amor com tanto medo de encontrar."  MF

Temeu

É teu, é meu
Diga lá qual é meu pé
Diga se ando só
ou se você vem comigo
por esse caminho . . .

Versão em Sy maior!

No escuro II

Não temo à ti dizer do muito que se passa em mim
nem da fome, nem dos delírios, muito menos do íntimo
Perdi já contigo, ou em nós, as poucas frases
Deleito do plantio dos nossos segredos

Não vejo caminho extenso se não ao seu lado
por isso mesmo, ando sendo tua todas as noites
umas nuas, noutras apenas abraçada
Pouco me importa a performance das pernas
ou os sussurros que deixamos na sala
O que vale mesmo é sentir que entregue, tua
já é teu o meu corpo e a minha alma.

O que é de mim hoje, nunca antes foi de alguém
O que te entrego, é novo tanto pra ti quanto pra mim.

Pode chover


Chove tudo, chove até colher
deitada ou em pé
não quero acordar e nem tomar café

Férias de quê?
Ah! Não é preciso levantar
não tem trabalho hoje pra fazer
Volto pro cobertor e me enrosco
São Pedro, pode deixar chover!

C . . . L

Nêga Nagô

Minha nêga nagô
Calêndula de calimbé
Flor da Guiana
Doçura caiana
Me côa um café, dá de cumê caburé

Minha nega fulô
Cabrocha pixaim
Cata capim
roça o aipim
faz um qualquer, dá de cumê caburé

Cabriola no ar
Masca fumo cheira rapé
tem mandinga e borogodó


- Vander Lee -