sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Hoje é dia de faxina bebê!

Deu pra perceber que dei uma repaginada no Blog né? É pra ver se em 2012 ele fica de cara nova e me inspira mais, me convida mais . . . ah, tá buuuuuniiiiitiiinho!!!

Feliz 2012!

Quando a gente pensa que é só ficar quietinho e esperar os novos acontecimentos em 2012, somos surpreendidos, pois afinal o ano não acabou e, ainda tráz novas emoções! Se boas ou ruins, isso não importa, o que vale mesmo é a lição de que não controlamos o tempo e tudo pode acontecer em questão de segundos!
E assim está sendo esse finalzinho de ano, por isso me deu uma saudade de escrever no blog e me sentir, pelo menos aqui, capaz de controlar o tempo da escrita e do instante.

Dois mil e onze foi um ano de muitas descobertas, das geleiras, dos arranha-céus, das idas e vindas, das perdas e dos ganhos. Pode parecer ambíguo, mas e não é? A vida é feita de ambigüidades, um dia sol noutro chuva, o dia claro e a noite escura, assim é a gente por dentro e por fora, momentos mágicos de felicidade e alegria e momentos de dor e tristeza, talvez necessário para se ter sempre a noção do equilíbrio. Enfim, um ano ímpar, dos que menos gosto, mas sem poder reclamar muito, rs!
Agora abro os braços para receber o bem e as lições que me destina 2012, cheia de esperança, como sempre me encheu os anos pares! Venha a hora que tiver de vir!



FELIZ TUDO O QUE VIER EM 2012 
e que eu tenha sabedoria e resignação merecedora!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

INVERSOS - part I

Eu ando tão sem tempo e cansada que nem consigo postar nada . . .

Mas resolvi anunciar com antecedência máxima de 3 meses, o lançamento do meu primeiro livro - INVERSOS - que tem data de lançamento pré-agendada para 02/03/2012, na sede da editora Multifoco, na Lapa.
Vou esperar o ano da boa nova chegar e darei mais detalhes! Aliás, vou postar pra valer até lá.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

New York, aqui vou eu!!!

"New York, New York
I want to wake up
In a city that never sleeps
And find I'm a number one, top of the list
King of the hill, a number one..."


Então . . . amanhã é o grande dia!


Às 21:45 embarco num rabo de foguete com destino a casa de Cleiton Farias. Irei completamente largada e pronta pra dormir  por nove horas, quando acordarei na cidade que não dorme, assim como eu. Correndo pra dar um forte abraço e um beijo (escândalo!) no meu amigo mais fofo, internacionalmente falando, rs.  
  
Saudaded de você meu colored friend!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ela voltou!

Dia das Crianças e ela veio brincar comigo, pode???!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Adeus intimus!



Toda mulher um dia vai passar por isso, só não sei se vai se sentir estranha como estou me sentindo. . . . parece que a gente ganha um selo – você não é mais fértil!

Fiz planos maravilhosos para o dia que isso acontecesse, vivia dizendo: Ai meu deus, tomará um dia isso acabe! Pois então, há 2 meses ela me abandonou, já estava meio desconfiada disso, mas parece que agora é certo . . . ela não vem mais!
Pode parecer bobagem, papo de mulher cabeça, de velha com cabeça de adolescente, mas o fato é que aquela visita mensal me fazia sentir mulher, jovem, fértil, sensual até, rsrs, verdade!

domingo, 9 de outubro de 2011

A pele sensacional!!!

Almodóvar será sempre uma surpresa . . . quando acho que já conheço um pouco  do universo complexo e contemporâneo de suas películas, acabo de olhos arregalados na cadeira do cinema. Saio sempre pensativa, com uma cara de quem viu um E.T. prateado de tanguinha tigresa. 


Antonio Banderas, sem comentários, só suspiros!

Comprei meu ingresso antecipado, sabia que por conta do festival seria disputadíssimo assistir esse mestre do cinema. Só consegui comprar para a sessão das 14h no Roxy. Não havia cadeira marcada e acabei lá em cima no poleiro, mas valeu, deu pra ver muito bem, aliás, bem demais!
Quando saí do cinema me deparei com uma multidão em Copa . . . não estava entendendo nada, parecia carnaval! Aí, abusada e cara de pau que sou, parei um que passava apressado e perguntei: "O que é isso, o que está acontecendo lá na praia?" E ele me respondeu: ''É a parada Gay, estou correndo pra lá, uiiiii!!!". Eu juro que esse "uiiiiii" foi dele mesmo, não é uma forma de escrever e dar nenhuma entonação ao meu texto, rsrsrs!

Sair do cinema no mesmo dia da parada gay. . . os VICENTE's estavam ali, livres e felizes, rs!

CRITICA JB:

Almodóvar tem a consciência disso e sabe a responsabilidade que sua posição traz.  Ele tem o controle perfeito sobre o tempo cinematográfico, sobre o espaço cênico e sobre o que seus atores têm a oferecer. Com isso, cria momentos de sensibilidade ímpar. A mescla de sentimentos opostos e de gêneros completamente diferentes em uma mesma cena é a maneira que Almodóvar tem de mostrar a sua visão sobre a vida, em que tragédia, comédia e melodrama digno de novela mexicana estão sempre misturados, com limites muito mal-estabelecidos entre eles.
Em A pele que habito,  por trás da complexa trama, Almodóvar traz ainda uma complexa discussão. Na busca do homem pelo controle sobre a vida, na tentativa eternamente frustrada de evitar a morte e alcançar a eternidade, vimos nossas ciências e tecnologias chegarem a níveis extremos de evolução. E se, nessa busca, tivermos a chance de enfim darmos à luz a esse “super-homem”? Quais são os limites que estaremos dispostos a ultrapassar e os sacrifícios que estaremos dispostos a fazer? A última fala do filme pode ser, talvez, um sopro desesperado para que se veja a humanidade por trás de toda a “perfeição” técnica. A superficialidade dessa última não pode se sobrepor à intensidade da primeira.
Com seu ensaio sobre amor, ódio, vingança e busca pelo inalcançável, Pedro Almodóvar nos brinda com mais uma pérola de seu cinema único. Um filme imperdível.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Onde está a felicidade?


 Fui sem acreditar muito . . . e que bom que me enganei!
O filme é leve, colorido, belas paisagens, figurino a la Almodovar e o texto (diga lá Bruna!) é pra não esquentar a cabeça, apenas acompanhar e ficar atento ao tema.
A Felicidade é simples, às vezes complicada também, mas é a gente que dá às ordens e escolhe. Felicidade é estado de espírito, é leveza, é bem querer, é qualquer coisa que te faça rir e sentir felicidade, rsrsrs!


Uma nota especial pra Bruna Lombardi, que de envelhecida não tem nada! O corpo está saradíssimo, a pele foi cuidadosamente esticada, sem desfigurar seus traços e perfil, o cabelo . . . aplique? Lindo, sensual, compôs total a personagem!!! Bruna exuberantemente linda! Que água é essa hein?


Sinopse: Onde está a felicidade? A chef de cozinha Teodora (Bruna Lombardi) embarca em uma jornada de descobertas que farão dela uma nova mulher. Crises no amor e na vida profissional a levarão, junto com o amigo Zeca (Marcello Airoldi) e a espanhola Milena (Marta Larralde), à percorrer o Caminho de Santiago de Compostela, cenário ideal para encontros, reencontros e aventuras.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

FELIZ DIA DAS SOLTEIRAS!!!


Semana passada, depois de um baita stress com um engarrafamento quilométrico que durou 1h e 40 minutos na volta do trabalho pra casa, recebi a ligação da minha amiga de fé e camarada, Marcelle, que acabara de chegar de Sampa, onde foi ao encontro de um revival, me convidando para um bate-chopp. Convite irrecusável após aquele dramático engarrafamento.
E lá fui eu encontrar Marcelle que estava com Lucinha, outra amiga poderosa de personalidade e convicções sobre tudo na vida. Paramos no Veloso as três para uma terapia de gênero.
Bom, é lógico que o bate foi todo focado no reencontro de Marcelle e o chopp só eu bebi, as duas caíram na fruta com vodka, a perfumada caipivodka.
E entre linhas e agulhas, pensamos e discursamos juntas, três mulheres apaixonadas pela vida e por tudo de bom que nela existe: paixão, encontro e reencontro, namoro, casamento . . . aí, casamento!!! 

É claro que o papo parou por longas horas nesse tema. E eu e Lucinha bombardeamos a 3ª vítima: “Você já está pensando em casar? Mas amiga, você tem certeza que quer casar outra vez? Quer mesmo perder toda sua liberdade pra dormir e acordar todos os dias da sua vida com esse homem? Tem paixão suficiente pra isso?” Nossa, que frio na espinha tivemos eu e Lucinha, frio de nervoso, de alguma coisa que incomoda e aperta o pé da gente no sapato, como uma pedrinha fina que roça e machuca.
A Lucinha, eu não lembro, mas eu fui casada no modo “amigado com fé, casado é”, fui e não pretendo casar outra vez. Não por ter sido uma experiência ruim, não, não é isso, mas porque aprendi outra modalidade de casamento muito mais interessante. A de cada um na sua casa. Cada um conduzindo as suas rédeas, neuroses, manias e toques, contas, decorações, objetos e relíquias de família, pia e vaso sanitário, shampoo, sabonete e escova de dente pessoal e intrasnferível, - a sua moda. 

O casamento convencional é bom sim, principalmente se você quer ter filhos e educá-los de forma mais convencional ainda. Nada contra, muito pelo contrário, mas não é meu caso e também não é o da Lucinha. Queremos preservar os nossos dinossauros internos e imensos em nossas casas e, fica pequeno demais qualquer conjugado a dois para deixá-lo solto. 

Não sei traduzir ainda esse sentimento, mas tenho tanto prazer de chegar em casa e abrir a minha porta e saber que ali estou entrando num mundo que só a mim pertence, que posso escolher fazer ou não comida, ligar ou não a TV, ouvir ou não a música que quero na altura que quero, ficar ou não no laptop até a hora de dormir e dormir a hora que quero, me espalhar na cama de qualquer jeito com meus quatro travesseiros, esquecer a TV ligada, acordar e entrar no banheiro e encontrar ele do mesmo jeitinho que o deixei antes de dormir . . . 

Quem me lê deve pensar: “egoísta, individualista, materialista, introvertida, problemática. . .”Kkkkkk, nada disso, muito pelo contrário. Eu aprendi, ou descobri que o namoro e a paixão costumam se deteriorar com a convivência contínua no mesmo quadrado, com as exigências e as imposições disso ou daquilo que o casamento convencional costuma te oferecer. Nem sempre estamos dispostas a ceder certas coisas e, numa convivência diária isso é fundamental, praticamente obrigatório.

A gente se apaixona, depois ama de paixão, ama e ama e quer ficar grudado no outro feito carrapato todo dia e todas as horas, fazer tudo junto, fazer planos, conhecer a família . . . até aí tudo bem, vá lá, mas misturar escovas e sapatos? Pra que? Porque? Se eu posso ir pra sua casa e você pra minha, variarmos assim o ambiente e as cores das paredes, podemos não brigar nunca pelas contas altas de telefone, internet, luz, etc. Se eu posso conservar os meus portas retratos recheados com amigos e viagens sem trocá-los por apenas fotos nossas ou das nossas famílias, se podemos manter a surpresa de nos arrumarmos um para o outro sem que saibamos o perfume ou a roupa que estamos vestindo para o cinema de sábado a noite. Se podemos passar o fim de semana inteirinho dormindo juntinhos e agarradinhos, mas na segunda podemos entrar de volta na nossa casa e convivermos um pouco sozinhos cada um. Se podemos experimentar a saudade um do outro de terça a sexta a noite quando vamos nos ver e dormir juntos novamente . . .  Sem dívidas a dois, sem cobranças dos dois!

Por que casar e deixar de ser namorados?

É tão melhor o namoro com uma convivência no limite da suportabilidade das diferenças e manias, podendo respeitar o espaço e os limites um do outro. Porque dividir a mesma geladeira, cama,  banheiro e as contas? Não ta dando conta sozinha? Aluga o segundo quarto pra uma amiga e não deixa ela usar seu quarto e nem seu banheiro!


Segue matéria publicada 15/08/2001 no IG

Sou dona do controle remoto
Nada de cuecas penduradas no varal. Ou ser refém de horários para preparar e servir jantar para o marido.
Lavar e passar? Quando estiver a fim.
Futebol na televisão? Só na casa do vizinho.
Ser livre para fazer o que der na telha, como curtir baladas com amigos ou simplesmente ler um livro em silêncio. E – claro – namorar quando surgir um parceiro interessante, mesmo que seja apenas por uma noite. Estas são algumas das vantagens apontadas por mulheres – de todas as idades – que não só assumem, como adoram a solteirice. E garantem que têm muito o que comemorar neste 15 de agosto, Dia dos Solteiros.

“A melhor coisa do mundo é ser solteira. Liberdade é tudo de bom”, define a pedagoga Rebeca Dardes, 48, com a propriedade de quem já experimentou o outro lado.

Durante mais de 20 anos, dividiu sua vida com o marido, que morreu há três anos e com quem teve um filho, hoje com 15 anos. Para quem deduz que a decisão de não casar mais veio, portanto de um relacionamento que deu errado está, no caso dela, errado.

“Foi uma relação muito boa. Ele era ótimo, um grande parceiro. Depois da morte dele, chorei durante um ano sentada no sofá. Não achava justo. Fiquei mal”, conta. Passado o período de luto, ela sacudiu a poeira, recuperou o ânimo e percebeu que ser solteira tem muitas vantagens. “Percebi que era o tipo de vida que eu sempre quis. Hoje, faço o que quero. Sou a dona do controle remoto”, brinca Rebeca, que confessa jamais ter sonhado com casamento. Sucumbiu à pressão da família. “Nunca quis esse negócio de véu e grinalda. Eu gostava dele. Mas não queria casar.”

Hoje, ela divide seu tempo entre os cuidados com o filho, o trabalho, tarefas domésticas (“quando quero”), baladas com amigas – e amigos – e viagens. Já até arrumou namorado. Na verdade, três. “Mas nada sério”, adianta. “É muito bom estar solteira. É ótimo quando não tem ninguém roncando do seu lado. É incrível. Parece que todos os homens roncam”, afirma. “Adoro dormir sozinha. Sempre gostei, mesmo casada. Tinha vontade de comprar duas camas para cada um dormir na sua. Mas não falava nada para não magoar”.

"Quero liberdade para fazer o que quiser, na hora que quiser”
O dia estava próximo, data do casamento marcada. Os preparativos para a cerimônia religiosa e para a festa já começavam a fazer parte das preocupações do casal, amigos íntimos e parentes. Mas, pouco tempo antes de enfrentar o altar, a vida da relações públicas Paula Martinelli, 28, mudou totalmente de rumo.
Ela já sabia. As responsabilidades e demandas de um casamento tradicional não significavam, para Paula, a garantia de um futuro feliz. Na verdade, muito ao contrário. “Tem outros modos de ser feliz, sem a necessidade de um casamento. Essa coisa de casar - e morar junto - é totalmente desnecessária”, decreta. “É um modelo ultrapassado. A tendência é a convivência deteriorar a relação”, pontua. Desistiu.
Casar, não. Namorar, sim. Ela namora há um ano. E garante que o parceiro compactua com suas ideias. “Ele pensa o mesmo. Já conversamos”, diz. Ela abre mão apenas do modelo tradicional de casamento. Descarta qualquer possibilidade de morar junto, e ser mãe. Mas não abre mão de compartilhar momentos importantes da vida com o parceiro. E faz questão de fidelidade.

Paula discorda, inclusive, dos que pregam que solteiros convictos são autossuficientes. “Não são. Não gosto de ficar sozinha. Gosto de ter alguém em quem possa confiar, com quem conversar e dividir momentos. Mas preciso preservar a minha individualidade para estar bem comigo e com a outra pessoa”, explica. “O casamento atropela isso”, opina.

“Minha pretensão não é casar e ter filho. Só ter filho”
Pressão familiar, convenções sociais, paradigmas, tabus. É contra tudo isso que a jornalista Dayane Santos, 35, tem lutado para manter sua solteirice. De família tradicional, onde o casamento é encarado como consequência natural da vida, ela conhece bem os benefícios e as agruras de chegar aos 35 (quase 36) sem marido e filhos. “Sou de uma geração na qual as mulheres tinham algumas pretensões básicas, como casar, ter filhos, casa, carro. Fui criada com essa concepção. E minha família cobra muito isso de mim”, conta.

Outro ponto, sentido de forma mais contundente pelas mulheres da geração de Dayane, é a independência, inclusive a financeira. Ter uma profissão definida, um emprego estável e uma boa renda pode incomodar os homens. “De forma geral, os homens não conseguem lidar ”, resume a jornalista. Mas isso não a incomoda, até porque casar não está mesmo nos seus planos. “Minha prioridade é alcançar mais estabilidade, um nível profissional mais elevado”, diz.

Casamento ela não quer. Mas sonha em ser mãe. “Minha pretensão não é casar e ter filho. Só penso em ter filho”, revela. Enquanto o filho não chega, curte os sobrinhos Duda, Manoela, Lorena, Felipe e Vinícius. “Minha relação com eles é muito forte.”

“Nem penso em casar, ter marido e filhos”
Muito mais nova que Rebeca e Paula, e sem jamais ter namorado sério, Marina Morena Firmino Alves, 19, já joga no time das solteiras convictas. “Não tenho paciência para namorar. Sou muito irritada. Detesto gracinhas bobas e ciúme besta. E nem penso em casar, ter marido e filhos”, afirma. Em primeiro lugar na vida de Marina estão os estudos e seus quatro irmãos.

“Já não basta ter quatro irmãos? Como sou a mais velha, ajudo a cuidar deles”, diz. Mas cuidar dos pequenos não é tarefa imposta. “Eu faço, primeiro, porque é preciso todo mundo ajudar um pouco em casa. E, segundo, porque eu gosto. Na verdade, eu quero é estudar e cuidar da minha vida e deles”, conta ela.

É isso aí mulherada, feliz dia das SOLTEIRAS!!!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"Enfim, tenho agradecido por estar vivo e ter andado por onde andei e ter vivido tudo o que vivi e ser exatamente como sou."

Caio Fernando Abreu

terça-feira, 26 de julho de 2011

Peace forever Amy!

                                            
Ela era linda, muito linda!!!

Fale quem quiser e o que quiser, nada afeta a minha total admiração pela cantora e compositora. As drogas podem limitar a expressão do talento, pode destruir e levar a morte, mas não pode negar e nem desprezar a voz caliente e suingueira de Amy.

Eu devo gostar muito das irreverências, das coisas e pessoas que não se deixam levar pelos pobres padrões que mutilam a personalidade de cada indivíduo. Nunca gostei de gente “sabão em pó”, meus amigos e ídolos são tão exclusivos e especiais que duram pra sempre.


Não vai aqui nenhuma apologia às drogas, mas o fato é que eu nem posso falar mal, sou usuária de pelo menos duas delas, legais, mas que matam e destroem da mesma forma. Mas vamos lá, quem nunca experimentou nenhuma delas? Ah, aquele cagão que desde pequeno foi ensinado a ter medo do bicho papão e da mula sem cabeça ou aquele que nasceu numa família ultra-super religiosa e foi convertido logo ao nascer, mesmo assim. . . A quem quebre essas regras. A droga existe desde que mundo é mundo e até o mais careta dos artistas pelo menos já experimentou. Então, acho que o combate a essas ferramentas de liberdade condicional da realidade, deviam ser vendidas e liberadas por meio de um cadastro único de usuários, é sério. Imagine um cartão pessoal com identificação para comprar apenas drogas. Você se dirigia a um posto de venda, pra isso elas deveriam ser liberadas e uma secretaria especial manteria o seu controle - entrada, saída, consumo, etc., e o usuário teria uma cota de cada tipo de droga que usasse por dia. O cartão seria bloqueado quando chegasse ao limite permitido para aquela pessoa.

Haveria cambistas ou traficantes do sistema? Sim, mas assim como ainda existe gente que bebe e dirige. De qualquer forma o governo não se eximiria desse controle. Não vamos ser ingênuos de acreditar que um dia a polícia ou o país acabará com a droga, isso é impossível! Tem gente muito influente por trás dessa máfia, máfia de terno e gravata, de corrupção e sonegação! A droga é boa e ruim, só depende de quem a usa, como usa e pra quê usa.


Amy usou descontroladamente, exageradamente e ninguém pode impedi-la. Fez do seu uso, o seu destino trágico e talvez até consciente. Foi dona da sua voz e da sua dor, escolheu uma vida curta, infelizmente, mas deve ter se sentido autentica o tempo real que viveu. Eu lamento profundamente por não poder ter mais nenhuma música nova de sua composição, por não ouvir mais outras canções na sua voz inigualável, por não poder vê-la novamente linda, dançando desengonçada, mas cheia de charme pessoal.
E aqui vai a pergunta que não quer calar: “Como será que seria a Amy de cara limpa, certinha, comportadinha, bebendo uma soda e agradecendo a platéia por terem vindo?”

Aplaudo:
“Um vozeirão se cala. E que vozeirão! Difícil encontrar outro com igual timbre. Raro, forte e de arrepiar! Amy era também um furacão que causava problemas por onde passava. Tinha de causar, era sua natureza. Chapada, atormentada, barraqueira, desequilibrada, porra-louca, autodestrutiva e desbocada. Escancaradamente humana. Perturbadoramente verdadeira. Excepcionalmente talentosa”.(Fernanda Cordeiro Gazola, Belo Horizonte-MG)



BYE BYE AMY!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Zoocity de portas abertas


To tão cansada de *domesticar um leão por dia, que ao conhecer uma pessoa pergunto logo: "Se for do signo de leão passa reto!"


* sou contra matar animais, rs

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ai!!!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Feriado

Vou aproveitar esse feriado pra colocar minha cabeça no travesseiro e o resto do corpo no colchão!

Porque não colocam os feriados de quinta na sexta e os de terça na segunda????

sexta-feira, 17 de junho de 2011

HOJE É SEXTA!!!!!!!!!!!!!!


Ai meu Deus, muito obrigada! Que você nunca me deixe morrer numa sexta, se for necessário, estenda até a segunda. Brigadúúúúúúúú!!!!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Cansaço sobrenatural

Você já se sentiu tão cansada, mais tão cansada que mesmo deitada se sente cansada?
Mesmo depois de ter dormido a noite inteirinha, levanta se sentindo com mais sono e mais cansada?

Meu pai, que cansaço é esse????

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Quem me governa também cuida de mim e me protege!


Obrigada por tanto axé, por todos os dias de proteção e segurança.
Salve todas as forças divinas, o vento, a água, a terra e o fogo, salve xamãs de todas as tribos, os orixás, os mestres, o Budha e as divindades femininas.
Salve Deus, salve Jesus Cristo, o mestre e profeta de todos nós! 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A moça mais uma vez vai pra guerra!

Pra minha menina que já é uma mulher, mas muitas vezes se esquece disso.

“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.

Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.

Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?

A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?

A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.

Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?

E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.

A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.

Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”

 
(Caio Fernando Abreu)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Observatório natural da língua falada



De tanto conhecer pessoas e amigos que confessaram sobre o hábito ou costume, sei lá, de falarem sozinhos, venho reparando várias pessoas com esse mesmo costume. De repente vejo essas pessoas andando na rua, nos bares e restaurantes, nas filas, dentro dos carros e coletivos . . . 

Tenho alguns causos interessantes:

Um deles foi o de um senhor que devia ter aproximadamente seus 55 anos e estava sentado sozinho num bar em Botafogo. Eu passava de carro e parei em frente ao bar para esperar uma pessoa, não saí de dentro do carro e também não podia ser vista por conta do insufilme. Bom, olhei pra mesa onde nosso artista estava e vi que ele já havia consumido umas 3 garrafas de cerveja de 600ml. Isso já era um bom motivo pra soltar a língua. Ele fumava e bebia, gesticulava e fazia caretas, expressões de quem está concordando com o assunto, em outros momentos se aborrecia e ficava mais enérgico nos seus gestos e falas, depois voltava a concordar, sorria, por pelo menos umas 10 vezes puxou o canto todo da boca num gesto de quem diz: “que chato isso, hein”. Eu não conseguia mais parar de olhar praquele homem, parecia que o mundo havia parado, o resto das pessoas desaparecido e só existia eu e ele. E ele não estava nem aí, passavam pessoas, a garçonete limpava a mesa dele, trazia outra cerveja e, ele parava, dava atenção à ela e depois voltava a conversar com alguém que só ele via e conhecia. Ou será conversava com ele mesmo? Sei lá . . . só sei que de repente a pessoa que eu esperava chegou e graças a Deus me trouxe de volta pro mundo das pessoas visíveis.


Outro caso foi de uma mulher, menina ainda, não devia ter nem 30 anos. Eu estava andando pelo meu percurso normal, das reuniões no centro, e logo que saí do prédio e caminhei pela Carioca, eu a vi. Toda arrumadinha, fumava e falava sem parar, carregava uma bolsa estilosa e seu papo parecia bem animado. Ela falava baixinho, mas dava pra perceber que havia uma expressão de animação em seu rosto, também fazia gestos, ria pelos cantos da boca e às vezes fazia uma cara de quem busca justificar que não é louca e que não está falando sozinha, está apenas tendo insights. Isso me faz lembrar de uma amiga que fez um curso chamado insight e parece que ainda não voltou . . .parece uma borboleta colorida voando pela Cidade e pousando nas flores, escorregando nos arco-íris, cantarolando jota Quest "Dias melhores pra sempre . . ." Bom, mas esse é assunto para outro post. Voltando a moça entusiasmada, eu caminhava lado a lado com ela numa distância razoável para que ela não percebesse a minha curiosidade em observá-la. E de rabo de olho eu ia lhe seguindo, cada gesto e palavra sussurrada. Não dava realmente pra ouvir nada do que ela falava, o barulho da cidade me impedia, mas ficou claro pra mim que ela estava num transe só dela, senti a mesma sensação que tive com o homem do bar . . . parecia que o mundo havia parado em mim e nela. Ai, que pavor! Quando eu estava para entrar no metrô, ela seguiu em frente. Confesso que me senti aliviada, libertada de uma corrente invisível que essas pessoas nos enlaçam. Parece MATRIX, saca?


Essa semana, parei meu carro num sinal ao lado de outro carro, olhei pro lado e vi o cara falando sozinho dentro do carro. Não não, ele não estava cantando e nem falando no viva voz, porque ele falava e fazia aqueles gestos habituais de quem já fala sozinho por hobby mesmo, já estou ficando craque em reconhecer esses tipos. Eu fiquei ali o tempo do sinal olhando e tentando decifrar se era animado, triste, chateado, irritado, surpreso, o assunto/tema dessa fantasmagórica conversa, mas não deu muito tempo. Só sei que ele estava tão envolvido que o sinal abriu e ele não saiu com o carro e eu muito menos, pois estava observando ele. Os carros buzinaram e fui obrigada a deixar aquele sujeito sem estabelecer a tal conexão da corrente. Garças a Deus!!!


Eu não consigo falar sozinha de jeito nenhum, nem em casa com portas e janelas fechadas, tenho a maior dificuldade, acho que é coisa do signo, sou taurina e meus pés estão cravados na terra e na realidade. Talvez por isso fico tão enfeitiçada olhando essas pessoas . . . são tão diferentes, tão mais soltas e desprendidas. . .
Não vou negar que tenho um pouco de medinho, sei lá, vai que elas estão mesmo conversando com alguém que eu não vejo?


Sendo psicóloga já fui questionada sobre o que acho dessas pessoas – Será que é esquizofrenia? Pode ser espiritual, encosto de algum espírito? Sinceramente, não sei e nem estou a fim de conceituar ou trazer essa discussão, apenas relatar que o fato dessas pessoas agirem diferente da maioria (será?), causa sempre um estranhar de curiosidade e medo.
Ah! Como disse lá no início, tenho muitas amigas que falam sozinhas, com ou sem ajuda de espelho,  elas me parecem normais, ou melhor, não esquizofrênicas, e nem possuidas por algum espírito, só quando bebem e conversam de verdade com alguém bem visível, kkkk!

Olhar de turista

É com freqüência que estou participando de reuniões no Centro da Cidade e, é com a mesma freqüência que me pego deslumbrada com os monumentos, prédios, ruas, centros culturais e tudo mais que qualquer turista em nossa cidade se encantaria. E isso aconteceu recentemente quando voltava, já de noitinha, pra pegar meu carro no estacionamento da Catedral. Ela estava toda iluminada e a cada 3 ou 5 minutos, mudava de cor. Uau!!! Fiquei ali igual um turista olhando e fotografando cada mudança de cor. Pensei comigo: Porque este estacionamento está aqui em volta dessa belezura estragando seu brilho? Acho que muitas vezes é isso que estraga o que temos de mais belo em nosso País . . . a falta de valorização e manutenção das jóias naturais e monumentais que o Rio nos agracia. Tipo um estado de pouca importância para o que é nosso.


Não sou uma pessoa viajada, viajei muito menos do que gostaria, mas tenho o olhar de quem já morou na Europa e conheceu Portugal de cabo a rabo, o interior da França, Sevilla e Barcelona na Espanha, Andorra e os Pirineus. Também já pousei em Miami e Orlando, contemplando as delícias da Disney como todo  adolescente. Escolhi por 4 vezes Buenos Aires e recentemente a Patagônia Argentina pra passar as poucas férias que meu trabalho permite.
Não há como negar os encantos desses lugares, a cultura, o clima, as pessoas, a natureza e a gastronomia, mas quando olho o meu País e principalmente, o Rio de Janeiro, com olhar de turista, fico muito mais encantada do que em qualquer viagem que já tenha feito.

 Foto do celular - caminhando pro estacionamento da Catedral

Foto do celular - da janela do Shopping Botafogo

Experimente se dar ao luxo (luxo sim!) de andar e passear pelo Rio (Zona Sul e Centro) e olhar com atenção e delicadeza o que temos a nossa volta. Olhe os mesmos lugares que você já viu, já conheceu ou que passa todos os dias e, procure olhar como se não fosse um brasileiro, mas um turista que vê pela primeira vez as nossas belezas. Depois me conta!


Encontrando meu filhotinho no estacionamento e não resistindo sua beleza!!!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

É mesmo pra lamentar!

Segundo Gustavo Venturi, quem mais estudou discrimina menos.
Especialistas lamentam suspensão do kit contra homofobia nas escolas

Lendo a matéria de hoje no IG, fiquei boquiaberta de saber que a nossa Presidenta, por pressões religiosas e do próprio congresso, teve que suspender os kits que seriam distribuídos nas escolas públicas, para o combate à homofobia.

Sozinha, a escola não será capaz de combater o preconceito contra gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis. Mas o ambiente escolar é o local mais promissor para por fim à homofobia. Essa é conclusão de um estudo realizado pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo Stiftung (RLS), em 150 municípios brasileiros em todas as regiões do País. Por isso, Gustavo Venturi, coordenador do estudo, defende que o debate sobre esse tipo de discriminação faça parte das aulas, inclusive na infância.

De acordo com os dados da pesquisa, que será transformada em livro este mês, enquanto metade dos brasileiros que nunca frequentou a escola assume comportamentos homofóbicos, apenas um em cada dez brasileiros que cursaram o ensino superior apresentam o mesmo comportamento

Se pesquisas provam que é por meio de estudo e de conhecimento que se combate a descriminação, obviamente, pois quanto mais ignorante, menos condições esclarecedoras e analíticas se tem para entender e argumentar qualquer assunto. Aliás, acho que eu e a torcida toda do flamengo já sabiam disso!

Apresentados em algumas audiências no Congresso Nacional, os vídeos levantaram polêmica, especialmente entre os parlamentares de bancadas religiosas que, na tarde de quarta-feira, se reuniram com a presidenta Dilma Rousseff e conseguiram a suspensão da produção e distribuição do material pelo Ministério da Educação. Nesta quinta-feira, o ministro Fernando Haddad deve se reunir com a presidenta para ser comunicado oficialmente da decisão. No Ceará, onde cumpriu agenda nesta quarta-feira, Haddad disse que o assunto está encerrado, o governo chegou a um acordo e ele não vai mais falar sobre o tema.

De acordo com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, a presidenta não teria gostado do tom das produções. O deputado carioca Antony Garotinho (PR-RJ) admitiu que, para convencer o governo a suspender a produção do material, a bancada evangélica da Câmara ameaçou não colaborar com os projetos do Executivo.

Mas o fato é, como a religião pode interferir sobre um assunto que não cabe a ela decidir ou impedir? Sim, porque ela não se mete no conteúdo sobre matemática, estatística, geometria, mas acha que pode se meter no conteúdo sobre racismo, homofobia, direitos humanos, etc? Quem deu tanto poder à Igreja assim, Deus? Então porque a Igreja, ou melhor, seus representantes, sendo legítimos representantes da ordem e da máxima divindade não assumem esse País e impedem os assassinatos em série nas escolas, os estupros cometidos por doentes e desajustados sexuais, as agressões e assassinatos aos homossexuais . . . que solução a Igreja pode dar para extinguir essas aberrações?

Repercussões

Além de o tema ter movimentado as redes sociais, com opiniões contrárias e a favor da decisão, a suspensão foi criticada por especialistas no assunto. Para eles, o veto de Dilma ao material representa um retrocesso para as discussões de igualdade de direitos humanos. Para Débora Diniz, professora da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora da Anis: Instituto de Bioética Direitos Humanos e Gênero, não há forma mais eficaz de promover a igualdade de direitos do que introduzir na escola a sensibilização para o tema de forma pedagógica.

“Há uma pressão indevida e desnecessária de grupos religiosos para isso. Não havia nada que ameaçasse a religião ou a integridade de crenças no material”, garante. Débora lembra ainda que as crianças e os adolescentes são mais abertos à discussão sobre promoção de cidadania e discriminação e, por isso, a escola tem de assumir o papel de conversar sobre o tema. Angela Soligo, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), teme mais atrasos na discussão sobre preconceito dentro da escola.

“É responsabilidade da área educacional discutir esse tema. Há muitas coisas que podem melhorar no material, mas ele não é de má qualidade. O Manual das Coisas Importantes, que faz parte do kit, por exemplo, é muito bonito e bem feito”, afirma. Angela espera que a presidenta volte atrás em sua decisão. “O material é necessário para os professores qualificarem a discussão e terem apoio, mas a falta dele não pode justificar a omissão de trabalhar o tema na escola”, ressalta.

Maria Helena Franco, coordenadora de criação dos vídeos que fazem parte do kit Educação sem Homofobia, produzidos pela Ecos – Comunicação em Sexualidade, lamenta a decisão da presidenta. Ela afirma que há muitas pessoas criticando o material sem conhecer seu conteúdo. “O foco desse material é levar para as escolas de ensino médio e para educadores e educadoras uma ajuda para erradicar a homofobia. É um apoio que faz falta para eles”, diz


Eu sou de uma geração onde se falar sobre Política, Sexo, Drogas e até Rock in Roll era censurando, mas hoje, em pleno século XXI, ler uma matéria como essa é realmente voltar ao tempo e, voltar a lama do tempo!

Vamos sair da ignorância meu povo, libera o kit Tia Dilma!!!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fim de semana cultural

Adorei!!!
O jornalista, dramaturgo e escritor gaúcho Caio Fernando Abreu (1948-1996) inspirou o espetáculo Mulheres de Caio, onde aparecem alguns de seus principais contos sobre as facetas do mundo feminino.
O drama traz oito mulheres vividas pelas atrizes Linn Jardim, Paula Guimarães, Patrícia Elizardo, Bruna Spinola, Rhavine Crisphim, Carol Fazu, Joana Gervais e Larissa Sarmento. No palco, o grupo expõe intimidades ao falar de amor, morte, paixão, sexo e solidão a partir dos textos O Príncipe Sapo, Creme de Alface, Os Sobreviventes e Dama da Noite.

Teatro Café Pequeno - Leblon




No cinema - Muito bom!!!
Na trama, os personagens vivem situações decisivas, como a mulher que descobre que o amante usava remédio para aumentar a potência; o casal que resolve ter outros parceiros; o farmacêutico que seduz a melhor amiga; o homem que se descobre atraído por outros homens, mesmo amando a mulher; e o casal que se conheceu via internet e sempre se encontrava no escuro, até que o acaso revela mais do que gostariam.


sábado, 7 de maio de 2011

Patagônia Argentina

Ah! Viajar . . . tem coisa melhor nessa vida?
Havia tempos que eu não fazia uma viagem tão legal e tão boa, principalmente porque tudo foi decido as pressas e tudo saiu "quase perfeito", senão fosse o hotel reservado pela internet em Buenos Aires. Nunca, jamais se hospede no Apart Hotel America Studios na rua Uruguay, aquilo lá é uma espelunca, um verdadeiro puleiro, até mofo aparente nas paredes e box com vazamento você ganha de brinde.
Mas isso foi apenas um pequeno detalhe, porque a viagem mesmo foi para PATAGÔNIA, BsAs foi só um pit stop e, os hotéis e passeios em El Calafate e Ushuaia superaram as expectativas e fizeram esse pequeno detalhe ficar no esquecimento.
As belezas naturais desses lugares são tão extravagantes que nos enchem os olhos de pura emoção. Me peguei várias vezes com lágrimas nos olhos de tanta emoção e satisfação por estar viva e tendo o privilégio de ver de perto tamanha prova de Deus entre nós.  Já estou com saudades e querendo voltar!

Se você ainda não foi, nem discuta, não perca mais tempo, VÁ correndo!
 El Calafate
 Glaciar Perito Moreno
Passarela para o Glaciar

Lagoa verde - Parque Nacional da Terra Del Fuego

 Lago Escondido - Ushuaia

 Canal de Beagle - Ushuaia - Ilha Del Lobos

El Calafate - Local histórico onde viveram os índios


Aproveitando uma frase roubada,
"Todo mundo deveria poder vir aqui e ver isso tudo de perto!"

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tá faltando gelo no seu whisky?

Vem pegar!

Patagônia - Argentina

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sem Tempo

Em abril os fins de semana estão curtos, a semana está passando rápido
E as viagens aumentando, Salvador - Miguel Pereira - Buenos Aires - Ushuaia - El Calafate . . . 


Depois, quando conseguir parar, eu conto!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Fiz minha própria música ouvindo a sua

Tudo está solto, não tenho com o que me preocupar
Não há nada pra explicar
Estou com o fone no ouvido e ouço a (s) minha (s) música(s)
Me perco solta, sozinha nesse ambiente


Ela canta no meu ouvido com uma sonoridade absoluta, ela morde a boca e quase não se entende seu inglês de geladeira, mas ela me leva ao paraíso, ela me deixa desconectada do resto do mundo . . . eu não escuto mais o mundo das pessoas, nem das máquinas.


Quem é ela, quem é ela, quem é ela, fala logo pra mim!!!
Lembro de cenas picadas feito papel no quarto da sacada
Ela cantava e eu dançava a dança das pernas entrelaçadas
Sem nenhum compromisso com nada, sem ter nada pra explicar
Eu testava o novo arco e flecha, brincava de te atravessar, hahahaha
Play . . . play meu bem, vamos jogar outra vez!


Se eu virar purpurina ou for arremessada pela janela,
não espere que eu me esborrache no chão
porque eu vou voar sem precisar segurar na sua mão
Dentro de mim mora uma certeza . . . eu vou voar, você não vai mas me alcançar
E saiba que antes das quatro luas eu não vou voltar
ah eu não vou mais voltar, não vou voltar nunca mais!
Eu sei, tenho essa mania personalizada – sou pra sempre, mas também sou pra nunca mais!


Ela voltou!
Ela grita, bate com força na bateria e estremece meu corpo
Enrola a língua dentro do meu ouvido e canta perdida
Perdida de medo, de desejos e ansiedade

Conto as horas pra levantar e ir embora
Canto suas músicas pra minha alma voar e sair por aí

segunda-feira, 21 de março de 2011

Assim sendo está

Me vi assim de repente, meio sem tempo, sem vontade de escrever.
Até a próxima nuvem branca passar, deixa então passar!

Nada mal, nada ruim, só o tempo de passar . . .

quarta-feira, 9 de março de 2011

Luto de carnaval

É assim, às vezes estamos ao lado e não somos percebidos
Em outras, não tão raras, estamos longe e fazemos a maior falta

Escolhemos quem queremos ao nosso lado, seja para ir ao cinema, para comer um pedaço de pizza na esquina ou para compartilhar o nosso luto.

Conhecemos melhor os nossos "lados'' quando estamos tristes, quando estamos sem o sorriso nos lábios, quando os 4 dias de carnaval é pintado de cinza.

Estar ao lado não é mesmo fácil, estamos o tempo todo julgando, deduzindo, imaginando . . . no fundo estamos mais interessados no nosso próprio bem estar, no nosso capricho, no nosso ego . . . se não piscar duas vezes algo está fora de controle.

O bom amigo é aquele que fala o que você não quer ouvir, é aquele que te deixa com raiva mas fala o que nem mesmo você diria pra você mesmo sozinho no espelho. . . depois te dá um abraço e um beijo e diz: Olha, tudo passa, o carnaval tá animadíssimo mas acaba hoje.

Ainda bem que ninguém reparou na minha fantasia sem graça de carnaval!!!

sábado, 5 de março de 2011

Nosso anjo voltou ao céu!

Natal 2010
Eu e minha família tivemos o privilegio de conviver durante 62 anos ao lado de Aquilles, um anjo em forma de gente. Uma eterna criança que só nos deu alegrias e muito, muito amor e carinho.
Quem já teve o prazer de conhecer ou conviver com um ser especial, como um portador da síndrome de down, sabe o quanto eles nos inspiram e ensinam sobre o amor incondicional, sobre o "dar-se" sem esperar recompensas ou retorno. Como uma verdade, acredito que essas pessoas são anjos enviados para propagar e difundir no seio da família, a união, o amor, a pureza e alegria, sem exigir nada, eles se entregam sem medo, sem hipocrisia, sem dissimulação.
Ter tido um tio tão especial como Aquilles na minha vida, foi realmente uma benção, uma lição de amor, carinho e alegria.

Quillinho viveu todas as fases de sua vida com dignidade e o respeito de todos que puderam compartilhar do seu convívio. Foi criança mimada e paparicada por todos, foi adolescente um tanto rebelde e engraçado, trabalhou, viajou, badalou em festas, dançou muito, comeu tudo que gostava de churrasco a docinhos e bolos de aniversário, de preferência o seu próprio bolo de aniversário, bebeu às vezes escondido da gente, soltou pipa, jogou bola, tocou gritarra virtual, foi bate-bola no carnaval, foi papai noel dos nossos natais, foi um amante da natação na nossa piscina de Muriqui, apreciou o mar e cachoeira igualmente e adorava mergulhar, adorava passear de lancha pelas ilhas da Costa Verde, foi muitas vezes por conta própria e sozinho à Igreja assistir a missa de domingo, foi padrinho incontestável de todos os seus sobrinhos, depois virou avó de todos nós, mas nunca deixou e nem deixará de ser o nosso anjo da paz!

Para um ser que só nos trouxe alegrias e dela fez sua trajetória, nada como partir no início do carnaval, uma data registrada como a festa da Alegria.

Quilles, obrigada por tudo, você será sempre o melhor tio do mundo!
Nosso amor por você é eterno, feliz seja seu retorno ao céu. 
 08/03/1949 - 04/03/2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Buarque e eu no cotidiano

Todo dia eu faço tudo sempre igual:
Acordo às sete e meia da manhã,
Tomo o mesmo remédio pontualmente
E entro no banho frio rapidamente.


Todo dia eu me digo pra eu me cuidar
E essas coisas que a gente diz quando quer se enganar.
Penso em voltar logo pra casa e preparar meu jantar
Depois saio com a boca de café.


Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca trident.


Seis da tarde, como era de se esperar,
Eu saio correndo pelo portão
Estou louca pra ir pra casa e não fazer nada
Preparo meu jantar e assisto a televisão.


Toda noite tem alguém que passa lá ou liga pra conversar;
Meia-noite eu ainda estou acordada
Não consigo dormir e acabo vendo Vale Tudo reprisar
E acabo dormindo de madrugada
Acordo todo dia cansada e morta de sono . . .

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Minha empresa é rica, mas não é evoluída.

Vivendo literalmente a era institucional da exclusão digital!



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Coisas dentro acontecem, estranhas coisas que não conheço
certas dores, cansaço da mente e do corpo
calor e sono, sono e sono, muito sono

O mundo parece que ficou lento e molengo
as pernas se embolam, me levam devagar
vontade de ir com vontade de ficar

Como tratar essa novidade em mim?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Madrugada

Você vem em horas e fica por dias, me pega, me ama e dorme
Acorda cedo com sede e depois foge de mim
Entra e brinca com meus devaneios, me arrepia a alma e me abusa a carne
Não fala nada mas, olha com palavras, me condena quando me lambuza
Me arde o escuro na pele só de saber que você está entre os lençois
e é assim, no meio de tantos controles, tu me foges das mãos
É frio aqui dentro, tá amanhecendo lá fora e o sol nos chamando
Corre, vem comigo que o dia já está nascendo.

Ode, òkè àró!!!

Oxóssi - 20 janeiro

Dias 20 e 23 de janeiro comemora-se o dia de Oxóssi, um dos orixás mais populares na Umbanda e no Canbomblé.

Oxóssi, representa a caça, o verde e a fartura. Seu habitat é a floresta e reflete o constante movimento da natureza que está sempre em evolução. É simbolizado pela cor verde na Umbanda, e recebendo a cor azul clara no Candomblé, mas podendo usar, também, a cor prateada.

Na Bahia, Oxóssi foi ligado a São Jorge, sendo comemorado no dia 23, enquanto que nos outros estados do Brasil, foi relacionado com São Sebastião, sendo assim festejado no dia 20 de janeiro. A fusão de práticas de duas ou mais religiões aconteceu no Brasil quando os costumes de religiões africanas se misturaram com o catolicismo. Por isso, é comum que as datas importantes de Umbanda e Candomblé estejam ligadas aos santos do calendário cristão.
 
Durante a diáspora negra, muitos escravos que cultuavam Oxóssi não sobreviveram aos rigores do tráfico negreiro e do cativeiro, mas, ainda assim, o culto foi preservado no Brasil e em Cuba pelos sacerdotes sobreviventes e Oxóssi se transformou, no Brasil, num dos orixás mais populares, tanto no candomblé, onde se tornou o rei da nação Ketu, quanto na umbanda, onde é patrono da linha dos caboclos, uma das mais ativas da religião.
Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), lanças, facas e demais objetos de caça. É um caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto "o caçador de uma flecha só", pois atinge o seu alvo no primeiro e único disparo tamanha a precisão. Conta a lenda que um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxossi era caçador, como outros. Ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e não podia errar. Todos os outros já haviam errado o alvo. Ele não errou, e salvou a aldeia. Daí o epíteto "o caçador de uma flecha só".
Oxóssi é a expansão dos limites, do seu campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte. Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo "de fora", a mata, trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Além, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça. Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.

É o Orixá da arte, da sabedoria da música e melodias é considerado um Orixá da alegria da dança , dos versos e poemas , protetor dos compositores , escritores , atores e todo meio artístico, nas pinturas e esculturas , está ligado diretamente a natureza.

Oxossi filho de Iemanjá irmão de Ogum e Exú , tem grande afinidade com Ossãe pois este lhe ensinou os mistérios da mata e das ervas , amigo das aves , pássaros , esta presente no dia a dia de todos nós pois exerce energia em todas as comidas tento vegetal quanto animal .
Oxossi é o encanto da beleza e do esplendor , radiante com toda sua força protege seus filhos . Tem a ajuda de Ogum , por ser seu irmão mais velho e a fidelidade de Exú que também é seu irmão.
Todos os seus filhos tem grande objetivos de prosperidade mais são muito descansados , sentimentais , românticos e tem grande facilidade de se apaixonar.

E é por isso que o Rio de Janeiro é cheio de graça, tem arte, gingado, curvas, samba no pé, cariocas e praia.

Salve Oxossi, Salve São Sebastião e viva meu Rio de Janeiro!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Amy Winehouse 11/01/11

Tantos "uns" para quem realmente é ímpar!


Tudo valeu para ver Amy em sua última apresentação no Rio. Amiga de amiga na fila facilitou a entrada, estacionar dentro da Arena foi mais seguro e barato, o horário da chegada foi fundamental para garantir um excelente local na pista e o HSBC Arena é perfeito, só peca na distância.

Mas, falando em Amy, ela é um misto de voz, carão, corpo bomba cambaleante, a loucura irreverente e o exagero no uso das drogas como todos os grandes mitos da música. Mesmo assim consegue ser tímida, desengonçada, com olhar de - "quem são vocês? O que estou fazendo aqui mesmo?" Aquela dancinha de pernas bambas como quem vai cair e se quebrar toda, uma coreografia que mais parece umas nadadinhas com os braços frágeis, apesar do peso de suas tatoos, o jeito menina de segurar a saia e chupar o dedo, as mãos nas cadeiras (é de me fazer rir... ) tudo isso faz de Amy um pouco de menina-maluquete-moleque-sem-modos, que eu adoooorrroooo!!!
 

Ela surpreendeu muita gente com o show de ontem, pois as críticas até então, eram todas negativas. Dizem que ela leu os jornais e por isso se comportou melhor, mas isso não me importa, o que sei é que eu tive sorte por comprar com antecedência o ingresso para o dia 11 e conseguir ver essa deusa da contradição mandar o seu recado muito bem.

Amy  é assim,  ame-a ou deixe-a, quem quiser gostar que goste . . . E pelo que vi ontem, tem muita gente que gosta!
Ouvi dizer também que ela estava fazendo gargarejo e bebendo chá de gengibre durante o show. Eu duvido muito, mas o que era de verdade, só ela é quem sabe. Seja o que for, devia ser muito gostoso, porque era quase: uma música e uma gargarejada. Quer saber, deixa ela beber, gente! Deixa a menina em paz!

A saidinha do palco, dizem as más línguas, foi pra dar uma cafungada. Ah, que gente maldosa... ela foi secar o suor do rosto e pegar mais um chazinho. Agora, falando sério, o que mais me deixou curiosa mesmo foi os cochichos no ouvido do baixista e do backing vocal . . . o que será que ela tanto falava ao pé do ouvido deles? "Falta muito pra acabar? Posso ir agora? Qual é a próxima música mesmo? E aí, você acha que eles estão gostando, tô fazendo direitinho? Não sei por que eu aceitei fazer essa turnê, queria mesmo era ficar com a malucada em Santa Tereza biritando um champanhe”

Detalhe importante: A roupa escolhida para essa apresentação, pra mim, foi a melhor de todas: um vestidinho azul estampado com flores, numa sensualidade bem tropical  - a cara do Brasil -, uma flor, que parecia de lótus, cor salmão, presa no lado esquerdo da sua vasta “cabeleira”. No cenário, uma mega bandeira do Brasil com seu nome grifado. Por isso tudo e outras cositas mas, uma amiga arriscou um palpite: "Ih, acho que ela vai acabar vindo morar no Brasil!" Sabe que ela tem razão?! Ela é a cara de Santa Tereza, Lumiar, Visconde de Mauá e Trindade.

 Tem lugar aqui ainda Amy, pode vir!

Valeu Amy, brigadúúúúúú!


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A cara do meu Rio em Janeiro

Foto masterizada pelo companheiro de trabalho Guilherme Monteiro

Rasgando papéis


Rasguei três sacos cheios de papéis antigos e acumulados em 4 gavetas grandes de uma escrivaninha esquecida na casa de meus pais, desde a minha última mudança. Ao rasgar, fui tendo uma sensação gostosa de liberdade, de soltura, de limpeza e de quem não está preso ao passado, mesmo quando ele me visita ou se faz presente num pedaço antigo de papel.

Sei que muitas coisas rasgadas no plano físico, nem sempre são bem resolvidas no  plano emocional, mas comigo isso acontece ao contrário. Costumo não me importar com a quantidade de coisas deixadas e/ou esquecidas no plano físico, mas sim em resolvê-las no plano emocional e, por isso, quando resolvo partir pra faxina, me deparo sempre com um verdadeiro cemitério de papéis. Ontem foi assim, meu pai pediu misericórdia para usar a escrivaninha e me pediu pra desocupar as gavetas . . . ui, ai, caramba, tem certeza, agora, é mesmo?

Em menos de 1 hora as gavetas estavam limpinhas e toda aquela papelada rasgada. Sem dó nem piedade, fui rasgando com imensa satisfação. Era . . . apólice de seguro de um carro já vendido, contrato de cartão de crédito já encerrado, contas de luz, gás, e telefone de apartamento vendido há 3 anos, senha antiga de banco, extratos bancários de 2 anos atrás, revistas velhas, jornais do budismo já sem tinta, anotações, blocos rabiscados, ficha de alguns pacientes com mais de 10 anos de encerramento, textos próprios e de outros digitados, antigos projetos  impressos, trabalhos amarelados, contra-cheques da Prefeitura (arrgghuuu!), cartinhas, cartões de feliz aniversário (pra mim), cartões de visita de gente que nem sei quem é . . . ai, como é bom saber que aqueles três sacos de papéis velhos não me pertencem mais, que nunca farão a menor diferença na minha vida e principalmente, que eu não preciso deles pra nada!

Ai que alívio! Pra que guardar e acumular tanto lixo inútil hein?