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quinta-feira, 1 de março de 2012

QUEBRA DE PARADIGMAS

Hoje, revirando as gavetas do meu computador em faxina, encontrei esse texto e quando reli, percebi que não foi uma mera coincidência encontrá-lo. 

\

"Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida
e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. 
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela,devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Era o calor da tina... Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia
experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu
corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito
alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu
imenso corpo. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo. Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor,
nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos
importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa
situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos
corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos
e defendemos. Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer,
em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar
condições de prosseguir. Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder. Solte a panela!"



Autor desconhecido

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Coisas que a vida ensina depois dos 40


Amor não se implora, não se pede não se espera...

Amor se vive ou não


Ciúmes é um sentimento inútil, não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus
para mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

FELIZ DIA DAS SOLTEIRAS!!!


Semana passada, depois de um baita stress com um engarrafamento quilométrico que durou 1h e 40 minutos na volta do trabalho pra casa, recebi a ligação da minha amiga de fé e camarada, Marcelle, que acabara de chegar de Sampa, onde foi ao encontro de um revival, me convidando para um bate-chopp. Convite irrecusável após aquele dramático engarrafamento.
E lá fui eu encontrar Marcelle que estava com Lucinha, outra amiga poderosa de personalidade e convicções sobre tudo na vida. Paramos no Veloso as três para uma terapia de gênero.
Bom, é lógico que o bate foi todo focado no reencontro de Marcelle e o chopp só eu bebi, as duas caíram na fruta com vodka, a perfumada caipivodka.
E entre linhas e agulhas, pensamos e discursamos juntas, três mulheres apaixonadas pela vida e por tudo de bom que nela existe: paixão, encontro e reencontro, namoro, casamento . . . aí, casamento!!! 

É claro que o papo parou por longas horas nesse tema. E eu e Lucinha bombardeamos a 3ª vítima: “Você já está pensando em casar? Mas amiga, você tem certeza que quer casar outra vez? Quer mesmo perder toda sua liberdade pra dormir e acordar todos os dias da sua vida com esse homem? Tem paixão suficiente pra isso?” Nossa, que frio na espinha tivemos eu e Lucinha, frio de nervoso, de alguma coisa que incomoda e aperta o pé da gente no sapato, como uma pedrinha fina que roça e machuca.
A Lucinha, eu não lembro, mas eu fui casada no modo “amigado com fé, casado é”, fui e não pretendo casar outra vez. Não por ter sido uma experiência ruim, não, não é isso, mas porque aprendi outra modalidade de casamento muito mais interessante. A de cada um na sua casa. Cada um conduzindo as suas rédeas, neuroses, manias e toques, contas, decorações, objetos e relíquias de família, pia e vaso sanitário, shampoo, sabonete e escova de dente pessoal e intrasnferível, - a sua moda. 

O casamento convencional é bom sim, principalmente se você quer ter filhos e educá-los de forma mais convencional ainda. Nada contra, muito pelo contrário, mas não é meu caso e também não é o da Lucinha. Queremos preservar os nossos dinossauros internos e imensos em nossas casas e, fica pequeno demais qualquer conjugado a dois para deixá-lo solto. 

Não sei traduzir ainda esse sentimento, mas tenho tanto prazer de chegar em casa e abrir a minha porta e saber que ali estou entrando num mundo que só a mim pertence, que posso escolher fazer ou não comida, ligar ou não a TV, ouvir ou não a música que quero na altura que quero, ficar ou não no laptop até a hora de dormir e dormir a hora que quero, me espalhar na cama de qualquer jeito com meus quatro travesseiros, esquecer a TV ligada, acordar e entrar no banheiro e encontrar ele do mesmo jeitinho que o deixei antes de dormir . . . 

Quem me lê deve pensar: “egoísta, individualista, materialista, introvertida, problemática. . .”Kkkkkk, nada disso, muito pelo contrário. Eu aprendi, ou descobri que o namoro e a paixão costumam se deteriorar com a convivência contínua no mesmo quadrado, com as exigências e as imposições disso ou daquilo que o casamento convencional costuma te oferecer. Nem sempre estamos dispostas a ceder certas coisas e, numa convivência diária isso é fundamental, praticamente obrigatório.

A gente se apaixona, depois ama de paixão, ama e ama e quer ficar grudado no outro feito carrapato todo dia e todas as horas, fazer tudo junto, fazer planos, conhecer a família . . . até aí tudo bem, vá lá, mas misturar escovas e sapatos? Pra que? Porque? Se eu posso ir pra sua casa e você pra minha, variarmos assim o ambiente e as cores das paredes, podemos não brigar nunca pelas contas altas de telefone, internet, luz, etc. Se eu posso conservar os meus portas retratos recheados com amigos e viagens sem trocá-los por apenas fotos nossas ou das nossas famílias, se podemos manter a surpresa de nos arrumarmos um para o outro sem que saibamos o perfume ou a roupa que estamos vestindo para o cinema de sábado a noite. Se podemos passar o fim de semana inteirinho dormindo juntinhos e agarradinhos, mas na segunda podemos entrar de volta na nossa casa e convivermos um pouco sozinhos cada um. Se podemos experimentar a saudade um do outro de terça a sexta a noite quando vamos nos ver e dormir juntos novamente . . .  Sem dívidas a dois, sem cobranças dos dois!

Por que casar e deixar de ser namorados?

É tão melhor o namoro com uma convivência no limite da suportabilidade das diferenças e manias, podendo respeitar o espaço e os limites um do outro. Porque dividir a mesma geladeira, cama,  banheiro e as contas? Não ta dando conta sozinha? Aluga o segundo quarto pra uma amiga e não deixa ela usar seu quarto e nem seu banheiro!


Segue matéria publicada 15/08/2001 no IG

Sou dona do controle remoto
Nada de cuecas penduradas no varal. Ou ser refém de horários para preparar e servir jantar para o marido.
Lavar e passar? Quando estiver a fim.
Futebol na televisão? Só na casa do vizinho.
Ser livre para fazer o que der na telha, como curtir baladas com amigos ou simplesmente ler um livro em silêncio. E – claro – namorar quando surgir um parceiro interessante, mesmo que seja apenas por uma noite. Estas são algumas das vantagens apontadas por mulheres – de todas as idades – que não só assumem, como adoram a solteirice. E garantem que têm muito o que comemorar neste 15 de agosto, Dia dos Solteiros.

“A melhor coisa do mundo é ser solteira. Liberdade é tudo de bom”, define a pedagoga Rebeca Dardes, 48, com a propriedade de quem já experimentou o outro lado.

Durante mais de 20 anos, dividiu sua vida com o marido, que morreu há três anos e com quem teve um filho, hoje com 15 anos. Para quem deduz que a decisão de não casar mais veio, portanto de um relacionamento que deu errado está, no caso dela, errado.

“Foi uma relação muito boa. Ele era ótimo, um grande parceiro. Depois da morte dele, chorei durante um ano sentada no sofá. Não achava justo. Fiquei mal”, conta. Passado o período de luto, ela sacudiu a poeira, recuperou o ânimo e percebeu que ser solteira tem muitas vantagens. “Percebi que era o tipo de vida que eu sempre quis. Hoje, faço o que quero. Sou a dona do controle remoto”, brinca Rebeca, que confessa jamais ter sonhado com casamento. Sucumbiu à pressão da família. “Nunca quis esse negócio de véu e grinalda. Eu gostava dele. Mas não queria casar.”

Hoje, ela divide seu tempo entre os cuidados com o filho, o trabalho, tarefas domésticas (“quando quero”), baladas com amigas – e amigos – e viagens. Já até arrumou namorado. Na verdade, três. “Mas nada sério”, adianta. “É muito bom estar solteira. É ótimo quando não tem ninguém roncando do seu lado. É incrível. Parece que todos os homens roncam”, afirma. “Adoro dormir sozinha. Sempre gostei, mesmo casada. Tinha vontade de comprar duas camas para cada um dormir na sua. Mas não falava nada para não magoar”.

"Quero liberdade para fazer o que quiser, na hora que quiser”
O dia estava próximo, data do casamento marcada. Os preparativos para a cerimônia religiosa e para a festa já começavam a fazer parte das preocupações do casal, amigos íntimos e parentes. Mas, pouco tempo antes de enfrentar o altar, a vida da relações públicas Paula Martinelli, 28, mudou totalmente de rumo.
Ela já sabia. As responsabilidades e demandas de um casamento tradicional não significavam, para Paula, a garantia de um futuro feliz. Na verdade, muito ao contrário. “Tem outros modos de ser feliz, sem a necessidade de um casamento. Essa coisa de casar - e morar junto - é totalmente desnecessária”, decreta. “É um modelo ultrapassado. A tendência é a convivência deteriorar a relação”, pontua. Desistiu.
Casar, não. Namorar, sim. Ela namora há um ano. E garante que o parceiro compactua com suas ideias. “Ele pensa o mesmo. Já conversamos”, diz. Ela abre mão apenas do modelo tradicional de casamento. Descarta qualquer possibilidade de morar junto, e ser mãe. Mas não abre mão de compartilhar momentos importantes da vida com o parceiro. E faz questão de fidelidade.

Paula discorda, inclusive, dos que pregam que solteiros convictos são autossuficientes. “Não são. Não gosto de ficar sozinha. Gosto de ter alguém em quem possa confiar, com quem conversar e dividir momentos. Mas preciso preservar a minha individualidade para estar bem comigo e com a outra pessoa”, explica. “O casamento atropela isso”, opina.

“Minha pretensão não é casar e ter filho. Só ter filho”
Pressão familiar, convenções sociais, paradigmas, tabus. É contra tudo isso que a jornalista Dayane Santos, 35, tem lutado para manter sua solteirice. De família tradicional, onde o casamento é encarado como consequência natural da vida, ela conhece bem os benefícios e as agruras de chegar aos 35 (quase 36) sem marido e filhos. “Sou de uma geração na qual as mulheres tinham algumas pretensões básicas, como casar, ter filhos, casa, carro. Fui criada com essa concepção. E minha família cobra muito isso de mim”, conta.

Outro ponto, sentido de forma mais contundente pelas mulheres da geração de Dayane, é a independência, inclusive a financeira. Ter uma profissão definida, um emprego estável e uma boa renda pode incomodar os homens. “De forma geral, os homens não conseguem lidar ”, resume a jornalista. Mas isso não a incomoda, até porque casar não está mesmo nos seus planos. “Minha prioridade é alcançar mais estabilidade, um nível profissional mais elevado”, diz.

Casamento ela não quer. Mas sonha em ser mãe. “Minha pretensão não é casar e ter filho. Só penso em ter filho”, revela. Enquanto o filho não chega, curte os sobrinhos Duda, Manoela, Lorena, Felipe e Vinícius. “Minha relação com eles é muito forte.”

“Nem penso em casar, ter marido e filhos”
Muito mais nova que Rebeca e Paula, e sem jamais ter namorado sério, Marina Morena Firmino Alves, 19, já joga no time das solteiras convictas. “Não tenho paciência para namorar. Sou muito irritada. Detesto gracinhas bobas e ciúme besta. E nem penso em casar, ter marido e filhos”, afirma. Em primeiro lugar na vida de Marina estão os estudos e seus quatro irmãos.

“Já não basta ter quatro irmãos? Como sou a mais velha, ajudo a cuidar deles”, diz. Mas cuidar dos pequenos não é tarefa imposta. “Eu faço, primeiro, porque é preciso todo mundo ajudar um pouco em casa. E, segundo, porque eu gosto. Na verdade, eu quero é estudar e cuidar da minha vida e deles”, conta ela.

É isso aí mulherada, feliz dia das SOLTEIRAS!!!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A moça mais uma vez vai pra guerra!

Pra minha menina que já é uma mulher, mas muitas vezes se esquece disso.

“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.

Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.

Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?

A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?

A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.

Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?

E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.

A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.

Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”

 
(Caio Fernando Abreu)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sentir-se amado


Ele diz que te ama, então tá. Ele te ama.
Ela diz que te ama, então assunto encerrado.


Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
 
Martha Medeiros
 
Contribuição
"Me puxe as orelhas quando eu for infantil e ciumenta. Me sacuda quando eu falar alto. Me diga que eu engordei, que a roupa não caiu bem e que você não gostou do cabelo. Brigue comigo quando eu for implicante, discuta quando eu for teimosa, me mostre que estou sendo prepotente e arrogante, mas também, me ajude a resolver essas coisas chatas com bom humor, seja paciente comigo e tente entender os meus silêncios quando eu parecer indiferente nos meu períodos de TPM, preste atenção às coisas que eu falo, se conseguir, enquanto andamos na rua, caminhe ao meu lado, me deixe dormir no seu braço, seja paciente com o meu ronco e c/ as minhas pernas nada macias, seja paciente também e principalmente com as minhas (várias, muitas) limitações, me dê atenção, entenda que às vezes eu uso o caminho mais errado do mundo para chamar a sua atenção e ter o seu carinho, demonstre o seu amor sempre que for possível."  

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

10 comportamentos insuportáveis no trabalho

Fofoqueiros, puxa-sacos e tagarelas: como identificar e lidar com esses perfis no escritório
Redação, iG - São Paulo 12/09/2010
Ilustração Gabriel Silveira, Arte iG

Um bom relacionamento com as pessoas dentro do ambiente de trabalho é essencial tanto para a carreira como para a qualidade de vida. Mas manter um clima amistoso com os colegas profissionais nem sempre é fácil. Desagradáveis e até mal intencionados, alguns perfis desafiam a convivência com piadas excessivas, reclamações ou mesmo puxando o tapete dos outros. A psicóloga Juliana Saldanha, consultora de recursos humanos do Grupo Soma, orienta sobre as melhores reações. Selecionamos dez comportamentos insuportáveis no trabalho e dicas para lidar com cada um deles:

1. INJUSTIÇADA
"Eles não gostam de mim"
Reclamona, ela tem certeza que os chefes a perseguem – e percebe isso em cada olhar ou comentário. Passa muito tempo “alugando” os colegas com as suas lamentações. É extremamente sentimental e não tem foco no trabalho. Geralmente deixa a desejar profissionalmente, mas, mesmo assim, jura que é muito competente.
“O perseguido é um perfil difícil até porque não se sente assim só no profissional. Se um carro espirrar água de poça nela, também vai achar que é pessoal. Mas fugir das responsabilidades, ser a vitima, às vezes é insegurança”, aponta Saldanha. O segredo é não entrar na onda e começar a reclamar dos chefes também.


2. FALSO BONZINHO
"Essa é a equipe mais bonita do prédio"
Parece um anjo à primeira vista. Cordial, faz questão de estabelecer boas relações com todos os níveis hierárquicos. Cedo ou tarde você ficará sabendo de intrigas pesadas feitas pelas costas envolvendo o seu nome. Ele vai negar tudo e sair pela tangente. Mas não se engane, mês que vem tem mais!
O famoso “duas caras” é mais um caso de insegurança, segundo a consultora. “Acredita que para crescer não pode ser ele mesmo. Devemos evitar generalizações, mas normalmente essa pessoa tem segundas intenções e quer levar vantagem”, diz ela. Mas não tente desmascarar o “anjinho”. É melhor manter distância.

3. FOFOQUEIRA INCORRIGÍVEL
"Tenho uma boa pra contar"
Ela parece um radar: está sempre por dentro de tudo que acontece na vida dos outros funcionários e, por isso, não dedica muito tempo ao trabalho. Tende a envolver as pessoas em suas falações e pequenas maldades. Critica a roupa e cabelo das colegas, mas no fundo inveja cada centímetro.
“Falamos que a pessoa tem que ter bom senso, mas isso é relativo porque as experiências de vida são diferentes”, avalia Juliana. Sair de fininho das conversas sobre terceiros é a melhor forma de agir. A fofoca só existe porque alguém está ali para ouvir. “Não precisa dizer que não quer falar com ela, mas sinalize que tem outras prioridades e não seja conivente. Busque neutralidade”, orienta.

4. PUXA-SACO BAJULADOR
"Seu corte de cabelo está incrível"
É um clássico no mundo corporativo. Em suas relações, classifica as pessoas por cargos – e o mais humilde não costuma receber atenção. Está sempre pronto para elogiar o chefe, mesmo que sutilmente, e extrai dessa prática a segurança que precisa para continuar empregado.
Nada de fazer igual para ganhar pontos! “Um chefe com vivência maior consegue perceber que está sendo bajulado”, diz Juliana Saldanha. Portanto, ninguém perde pontos para o puxa-saco. Existem pessoas solícitas naturalmente, sem forçar a situação. “Não se iguale nem seja ingênua”, recomenda a consultora.

5. OVERSHARING
"Alguém tem remédio para prisão de ventre?"
Ela (ou ele) fica falando de coisas que ninguém realmente quer saber – e normalmente num tom de voz que os obriga a isso. Usa o telefone da empresa para discutir com a madrinha, com o atendente da TV a cabo ou com a amiga que insiste em ficar com aquele cara que não a merece.
Se você der a mínima corda, a “oversharing” vai explicar seus problemas em detalhes, sem perceber que você está olhando para o outro lado. No limite, entram em assuntos constrangedores – escatológicos, sexuais, patológicos. “Ambiente corporativo não é consultório sentimental. Mas as pessoas só falam muito porque alguém escuta”, diz Saldanha. Com medo de passar por chato, quem ouve as histórias excessivas nem sempre consegue sinalizar que aquilo invade a liberdade do seu ouvido. A dica é cortar o assunto e não fazer comentários que vão aumentar o diálogo.


6. CARREIRISTA ESPERTINHO
"Veja os meus projetos"
Está no jogo para ganhar. Ser bem sucedido é quase uma obsessão. Fala o que os chefes gostam de ouvir e não pensa duas vezes ao passar a perna em alguém. Costuma ser competente em suas funções, mas extremamente desleal com os colegas.
A dica aqui é simples: nunca compartilhe ideias e projetos com ele, por mais bacana que possa parecer na mesa de bar. Ele vai roubar seus insights, não duvide disso. Se apegue aos assuntos genéricos, comente sobre o tempo, o programa de TV, o futebol...

7. ULTRASEXY
“Eu já fui modelo”
Ela “dá mole” para os caras, mas se faz de sonsa e desentendida se algum deles reage. No escritório, todo mundo percebe a paquera com o colega: risadinhas, brincadeiras de mão e outras práticas irritantes dominam o ambiente. Tem certeza que é a garota mais desejada da empresa, e tenta tirar algum benefício disso.
“Provavelmente ela não acredita na sua competência profissional. É preciso que a equipe seja assertiva para mostrar que não gosta daquilo”, recomenda Juliana. E evite qualquer elogio à maquiagem ou roupas que possa inflar ainda mais esse ego.

8. GALÃ OFICIAL
"Cheguei, garotas!"
Ele não anda pelo corredor, desfila. Não cumprimenta as colegas, joga beijos e piscadinhas. Conta vantagens na hora do almoço para os outros homens e, muitas vezes, mente descaradamente sobre “aquela gata da academia” que nunca existiu.
“Não fique achando que você é a rainha da cocada preta só porque o cara fez uma brincadeira”, diz a psicóloga. Geralmente não é pessoal, esse tipo tende a repetir as gracinhas com todas as outras meninas do andar. Mas se ele extrapolar ou passar dos limites, então expresse seu sentimento com clareza, mas de forma suave. Não é preciso brigar com o garotão bobo e ficar marcada no andar pela sua agressividade.

9. MATRACA SOLTA
"Isso me lembra uma história ótima"
Ela não para de falar e tende a ser inconveniente. Faz comentários (geralmente dispensáveis) sobre tudo e atrapalha a concentração dos colegas que querem trabalhar. Em reuniões, os chefes chamam sua atenção por estabelecer conversas paralelas.
Não entre no enredo que a pessoa está contando. Deixe que ela fale (quase) sozinha e mantenha os olhos na tela do computador ou folha do caderno. Dessa forma, ficará claro que você não está disponível e o assunto acaba mais facilmente. “Aos poucos as conversas vão diminuindo”, aposta Juliana.

10. PIADISTA SEM GRAÇA
"Entenderam o trocadilho?"
Não fez curso de palhaço, mas quer sempre ser o mais divertido. Tenta copiar o colega engraçado de verdade, que tem timing e boas sacadas, mas nunca consegue. O problema? Ele continua insistindo e torrando a paciência dos colegas com suas piadas tolas.
A principal lição é parar de dar risadas forçadas. O sorriso, mesmo amarelo, prolonga o constrangimento coletivo e dá corda para o falso comediante continuar seu show. “A comunicação envolve as duas pessoas. Se o cara está vendo algum sinal de espaço ali, então vai falar mesmo”, aponta Juliana Saldanha.

Quer uma dica: A MegaSena está acumulada em 40 milhões!!!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Parabéns Psicólogos!

Parabéns pra Marina, Janaína, Priscila, Roberto, Dulce, Vânia, Mônica, Jorge . . . . e pra mim!


O profissional de psicologia é, como o próprio nome da teoria sugere, um conhecedor da mente humana. A palavra deriva do grego e significa psyche (mente ou alma) e logos (conhecimento), ou seja, "ciência da alma": sua definição mais antiga. Tudo começou com os filósofos, os primeiros a fazer especulações em relação a problemas psicológicos, em busca de respostas sobre a natureza da alma e de sua relação com o corpo. Daí o costume de se dizer que a filosofia é a mãe da psicologia ou que os filósofos foram os precursores dos psicólogos.

Hoje, a definição da psicologia é outra e cabe ao psicólogo "estudar os fenômenos da mente e do comportamento do homem com o objetivo de orientar os indivíduos a enfrentar suas dificuldades emocionais e ajudá-los a encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção". O objeto de estudo do psicólogo é o comportamento humano e o seu principal objetivo é compreender o homem.
Isto não significa que o psicólogo só veja o indivíduo em separado, fora do coletivo, mas sim que enxerga o homem como a unidade do grupo.

Algumas das divisões desse estudo:
- psicologia da personalidade - ocupa-se dos diagnósticos e desenvolvimento das personalidades.
- psicologia social - estuda o comportamento dos indivíduos dentro do grupo.
- psicologia comparativa - compara o comportamento animal com o do homem.
- psicologia do desenvolvimento - avalia as mudanças que acontecem com o indivíduo.
- psicologia experimental - analisa os fenômenos psicológicos com fenômenos naturais, em condições monitoradas em laboratório.
- psicologia clínica - tratamento das neuroses e demais problemas psíquicos.

Para quem anda pensando em seguir essa profissão, alguns conhecimentos podem ajudar a se definir na escolha. Uma delas é saber sobre o seu futuro campo de atuação, ou seja, onde e como poderá trabalhar.
O psicólogo pode atuar não apenas em consultórios, mas ainda em escolas, dando orientação vocacional; em empresas, participando de processos de seleção de funcionários; em hospitais, atendendo a pacientes e seus familiares; e mesmo na área de pesquisa, avaliando perfil do consumidor. Também pode trabalhar como psicólogo esportivo, preparando os atletas emocionalmente, ou como psicólogo educacional, auxiliando pais e professores a solucionar problemas de aprendizagem. O campo é bem amplo. A psicologia jurídica é outra área desse universo de opções. Como psicólogo jurídico, você vai acompanhar processos de adoção ou de violência a menores ou, em caso de presídios, avaliar os detentos.

Seja qual for a sua escolha, o importante é saber que você vai estar lidando com pessoas em seus sentimentos, medos e desejos. E que isto requer muito cuidado.

Fonte: IBGE

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O dia do amigo foi também a prova da fé

Já é de madrugada quando escrevo e nem tive tempo de postar aos meus tesouros, uma mensagem em retribuição a tantas que recebi. Embora tenha respondido a todas por torpedos e e-mails, hoje (ontem) foi um dia especial pra mim, pois foi o dia que maior prova pude ter das amizades sinceras e verdadeiras que tenho.
Realmente os amigos são as jóias valiosas que guardo com muito carinho e muita consideração, sempre tive pencas de amigos, dos mais variados possíveis, seja de cor da pele, personalidade, nacionalidade, sexo.....mas dentre tudo que poderia citar aqui, certas coisas são comuns a todos - a consideração, a lealdade e o amor - e é por isso que a durabilidade e a autenticidade dessas relações me vestem e me envaidecem.

"Amigos são anjos que nos deixam em pé quando nossas asas esqueceram de como voar". (Enviada por Marcelle Keller)

Meu coração é casa de GENTE . . . Mel, Alexandre, Marcelle, Val, Josi, Rafa, Luz Marina, Juan, Luiz Rosado, Van, Neila, Nilma, Letícia Asturiano, Fernanda, Leticiá, Simone, Well, Fabio, Maurício, Ricardo, Marcelo, Patrícia, Jorge Caetano, Fernando, Otávio, Popó, Nelson, Germana, Adriana, Andrea Helena, Renato, Marília, Marga, Cris e quem mais vier!

Apesar da quantidade, o que vale sempre e está valendo aqui, é o conteúdo e não a quantidade.
Obrigada por vocês existirem na minha vida, ou melhor, na minha ARTE BEM HUMORADA DE VIVER A VIDA! Que possamos ainda caminhar muitas milhas juntos, sorrindo sempre, ainda que não nos falte motivos para chorar.
 
Manter-me de pé nos momentos em que me falta forças é justamente a divina presença, mesmo silenciosa, de um deles ao meu lado.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A prática de deixar ir

No momento estou vivendo uma fase bem diferente do texto sobre o "deixar ir". Estou numa fase de grande felicidade e harmonia comigo e com as pessoas próximas a mim, mas antes (sempre que necessário) e, principalmente para que essa nova fase que vivo hoje, chegasse até a mim, precisei praticar o "deixar ir".
O ato do "deixar ir" é como se estivesse abrindo as portas e as janelas de uma casa que se encontra sombria, sem vida e com cheiro de mofo, para que a luz, o sol, a renovação e a alegria volte a reinar no seu interior, trazendo o perfume novo de jasmim.
Sou totalmente adepta dessa prática. Concordo plenamente com Buda e busco o  aperfeiçoamento espiritual e humano, exercendo muitos dos seus ensinamentos, sábios e evoluídos.

O texto:
Se há coisas que te fazem sofrer, você tem que saber como deixá-las ir. Felicidade pode ser obtida soltando, deixando ir, incluindo deixando ir suas idéias sobre felicidade. Você imagina que certas condições são necessárias para sua felicidade, mas olhando profundamente se revelará para você que essas noções são exatamente as coisas que ficam no caminho da felicidade e te fazem sofrer.

O Buda nos ensina que alegria e prazer são baseados na desistência, em deixar ir. “Eu estou deixando ir” é uma prática poderosa. Você é capaz de deixar as coisas irem? Se não for, seu sofrimento continuará. Você deve ter a coragem de praticar o “deixar ir”, soltar. Você precisa desenvolver um novo hábito – o hábito de concretizar a liberdade.

Sorria, solte!!!

Quando você tem uma idéia que te faz sofrer, deveria deixá-la ir, mesmo (ou talvez especialmente) se é uma idéia sobre sua própria felicidade. Cada pessoa e cada nação têm uma idéia de felicidade. Em alguns países, pessoas pensam que uma ideologia em particular deve ser seguida para trazer felicidade ao país e ao seu povo. Eles querem que todos aprovem a sua idéia de felicidade e acreditam que os que não estão a favor deveriam ser presos ou colocados em campos de concentração. É possível manter tal pensamento por cinqüenta ou sessenta anos, e neste tempo criar uma tragédia enorme, apenas por causa desta idéia obssessiva de felicidade coletiva.
Talvez você também seja prisioneiro de sua própria noção de felicidade. Há milhares de caminhos que levam à felicidade, mas você aceita somente um. Não considerou outros caminhos porque pensa que o seu é o único. Você seguiu este caminho com toda a sua força e, portanto os outros caminhos, os milhares de outros caminhos permaneceram fechados para você.

Deveríamos ser livres para experimentar a felicidade que apenas vem a nós sem ter que procurá-la. Se você é uma pessoa livre, a felicidade pode vir para você num estalo. Olhe para a lua. Ela viaja no céu completamente livre, e esta liberdade produz beleza e felicidade. Eu estou convencido que a felicidade não é possível a menos que seja baseada na liberdade. Se você é uma mulher livre, se você é um homem livre, desfrutará de felicidade. Mas se é um escravo, mesmo que apenas escravo de uma idéia, a felicidade será muito difícil de atingir. É por isso que você deveria cultivar a liberdade, incluindo a liberdade de seus próprios conceitos e idéias. Deixe suas idéias irem, deixe pessoas irem, mesmo que não seja fácil.
Conflitos e sofrimento são comumente causados por uma pessoa que não quer liberar seus conceitos e idéias sobre algo. Em uma relação entre pai e filho, por exemplo, ou entre parceiros, isto acontece o tempo todo. É importante treinar a si mesmo para deixar ir suas idéias sobre as coisas. Liberdade é cultivada pela prática de deixar ir. Se você olhar profundamente, poderá ver que está se segurando a um conceito que está te fazendo sofrer um bocado. Você é inteligente o suficiente, você é livre o suficiente para desistir dessa idéia?

Estou me tornando calmo
Estou deixando ir
Tendo deixado ir, a vitória é minha
Eu sorrio
Eu sou livre
Liberdade é muito importante. Você não deveria sacrificar ela por nada, porque sem liberdade não há felicidade.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Tá bom nada!!!

0 X 0


Dizer que está tudo bem, que zero a zero é melhor que perder ou ganhar é demais! Nem eu que morei um tempo em Portugal e que tenho parte da família portuguesa, estou satisfeita. É claro que ganhar é melhor, qual competição não se entra pra ganhar? Que tipo de atleta é esse, que tipo de torcedor é esse?
Pra mim foi a maior pelada, os jogadores brasileiros atacaram com medo, um ataque contido de um lado só da grande área, com medo de correr, de entrar com tudo, volta e meia jogando a bola pra trás . . . eu hein, kd o Adriano, o Ronaldinho, o Gaúcho . . . kd o Romário, o Bebeto . . . ai meu Deus, tá na hora de nascer mais Rivelinos, Zicos, Pelés, Garrinchas . . . deixa a molecada jogar, tira o videogame da mão desses meninos!!!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Manias

Óculos de sol e agora de grau também, relógios, colares e pulseiras, bolsa, guardar  papéis e cartões escritos por mim e por amigos, cutucar as unhas, pequenos travesseiros na cama, simetria dos objetos, de lavar várias vezes as mãos quando estou cozinhando, de organizar roupas por cores e calcinhas enroladas, números pares, limpar os cinzeiros, de tudo no lugar,  estalar os dedos das mãos quando acordo, fumar depois de escovar os dentes, blusa branca, cortar o cabelo com a mesma pessoa, de me isolar algumas vezes, reunir pessoas e misturar tribos, cozinhar pra muita gente, nunca beber na latinha, pimenta na TPM, passar a mão nos cabelos, de não misturar a comida no prato, verificar a conta bancária todo dia, de não falar muito pela manhã, jeans e tênis, dormir do lado esquerdo da cama mesmo sozinha, de repente ficar ausente mesmo estando presente, de esquecer as coisas que ouço mesmo quando são importantes, pintar as unhas da mesma cor, viajar pra montanha, ouvir música alta, de não deixar nada pro dia seguinte, de levantar as alças do sutiã, de observar as pessoas, guardar contas, roupa larga, fotografia, tentar resolver os problemas dos outros, revistas de decoração, controlar meus gastos, tirar anéis e pulseiras quando chego em casa, de ainda comprar cds, de eletrônicos e atualizações, não voltar atrás, refazer-me sempre que preciso, quando confusa ou indecisa ficar sozinha e conversar comigo em silêncio absoluto, praticar o mantra sempre que a coisa aperta, de dentes tratados, de calcinhas sem costura, comprar pela internet . . . tantas mais, mais tantas . . .
"O louco que reconhece sua loucura possui algo de prudente; porém, o louco que se presume sábio esse está realmente louco."

 
- Sakyamuni -

Sentimento sem nome

Uma vontade danada de ir embora, de puxar a cordinha da condução do mundo e saltar no primeiro ponto. Vontade de pegar um avião sem saber o destino de entrega, sair sem direção em vôo de principiante eufórico, com muita pressa de ir sem saber onde chegar.

Aprendendo com as diferenças que moram em mim mesma, convivendo com as tantas vírgulas dos meus pontos, escrevo um livro preto e branco, tantas vírgulas, virgulas, virgulas, ora pontos!
Esse sentimento que nomeio tristeza por não saber o nome, é sentimento novo e antigo, sentimento confuso que não me deixa a vontade, que não se mostra a face e esconde de mim a verdade.

Acordei com uma vontade enorme de ser abduzida, como se eu, dessa terra não pertencesse ou não merecesse estar. Acordei como quem dormiu tão bêbada que não se lembra onde está, como foi o dia e a noite anterior, uma espécie de "outra" levantou em meu lugar e desmemoriada de tudo não me deixou existir nem pensar.

Como alguém que diz adeus, fui me vendo longe sem poder falar, surda e muda de um corpo que parecia o meu, mas aprisionado numa tristeza de dar dó, com um nó no gorgomilo (lembro de Gilda, e já consigo sorrir!), um aperto no peito e um choro silencioso que só pelos olhos se pode escutar.

Uma sensação de perda, de despedida, como se ficasse órfã, um adeus sentido e sabido, mas sem sentido, do qual eu não faço a menor idéia.

Sinto uma sede de água que quanto mais bebo mais sede me dá, uma sede de oceano que nada pode saciar, uma sede que mais se parece com fome, vontade de morde até sangrar.

Estranho esses abismos desconhecidos em nós mesmos, umas estradas internas que nunca vimos por dentro, como se nunca antes tivesse atravessado. Talvez sim, talvez essa vírgula eu nunca tivesse antes desenhado no livro. As tristezas também são inigualáveis e inexplicáveis, cada uma conta uma história, uma memória recente e diferente. Às vezes não se revelam nem pra gente.

"Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar..."

quarta-feira, 23 de junho de 2010

VOCÊ É...

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê.
 
Você é o que ninguém vê.
 
Martha Medeiros

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O amor é possível, basta acreditar nele.


Naquela festa, havia pessoas estranhas, esquisitas mesmo. A comida servida não era para o seu bico e aquele de fato não era o seu dia, não era? A questão é que ali eles se viram sem se olhar quase que pela primeira vez e nada aconteceu, ou tudo ali estava por acontecer. Não mais a fim de ouvir a gritaria de uma bêbada em cólicas que atravessara o seu caminho, ela pediu licença e foi à luta, digo, embora!

Ele não lembrava mais dela quando seu telefone soou avisando a chegada de um torpedo, era ela lhe pedindo um favor e ele disse sim sem pensar. Num dia qualquer, talvez o seguinte, eles se encontraram sem a menor pretensão pra assistir aquela que amam por afinidade. Tudo estava acontecendo rápido e eles ali como escravos do tempo e do destino, sendo usados sem saber.
Nesse dia mais um convite, o convite do encontro entre o destino e a realidade se estabeleceu e ela disse sim para uma viagem nas montanhas, sem saber o tamanho do sim que estavam predestinados.

A menina foi chegando com medo, desconfiada, um pouco sem jeito e quase calada.
Não acreditava que aquele encontro poderia render mais do que um feriado, ele por sua vez, também estava confuso e acreditava que daquele encontro só lhes restariam uma bonita amizade.

O destino agiu de forma segura, contrariando todas as tentativas de fuga desses dois, fazendo com que ambos se aproximassem mutuamente a cada dia. Ele fez boas conquistas, mas poucas bobagens também, logo no inicio - o que era natural, uma vez que se encontrava confuso. Ela se recolheu, foi embora acreditando que suas intuições sobre aquele encontro estavam certas.

Como um pergaminho escrito a muitos anos, nada podia mudar o que ali estava escrito, nem o tempo, nem o envelhecimento do papel ou da tinta, ali estava a sentença desse encontro inusitado. Sem condições de lutar contra, ele teve uma espécie de chamado de consciência e começou a avaliar suas atitudes durante seu ultimo encontro com ela. Foi então num domingo a noite, que resolveu passar uma mensagem pelo celular pra dizer da sua saudade e do seu interesse, fez pedidos de desculpas ignorados por ela. No dia seguinte, ele seguiu seu impulso e lhe mandou flores com um cartão de desculpas, convidando-a mais uma vez a namorar. Ela não teve saída, ou acreditava que era possível ele ser seu novo amor ou acabava de vez com a sua crença no amor. Ela fez a opção certa, continuou acreditando no amor.

Essa história completa 7 meses, ele feliz, ela aliviada de ter lhe dado mais uma chance, ela feliz, ele cada vez mais encantado e enamorado, ela amando, ele acreditando no amor por ela. Ambos pensam em futuro, filhos, família . . . Ele sem se importar muito sobre os conceitos de amor, ela querendo ainda uma resposta do universo . . . Mais??? Briguinhas sim, desentendimentos em alguns fins de semana, stress do trabalho, manias de cada um - na cama, na mesa, na vida - ciuminhos tolos, mas nada que abale ou fadigue o amor e a cumplicidade, o alto astral, o bom humor e o destino que uniu esse casal.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

"A Casa dos Budas Ditosos" - comentário

No sábado fui com as amigas assistir a peça "A Casa Dos Budas Ditosos", adaptação do livro de mesmo nome de João Ubaldo Ribeiro, encenado por Fernanda Torres, no teatro do Fashion Mall. Eu ainda não tinha visto a peça, apesar da mesma já ter ficado em cartaz anos atrás. Também não li o livro. Enfim, eu era uma virgem de platéia naquele espetáculo. A peça não me decepcionou e, segundo amigas, a adaptação foi muito bem-feita e Fernanda Torres é simplesmente ótima. O que mais me encantou foram os trejeitos, o sotaque e os dialetos da linguagem baiana usada por ela sem muito esforço.
O espetáculo narra as aventuras sexuais de uma mulher baiana de 68 anos. Ela, cujo nome não é revelado, compartilha com a platéia desde sua iniciação sexual até as mais loucas surubas. Conta sobre as amigas, suas descobertas, as viagens e seus amantes. Ela é uma mulher que gosta de sexo e assume isso sem pudores. É um espetáculo profundo, cheio de desejos, tesão e, pornograficamente elegante que fala de sexo sem culpa ou moralismo.

Existe uma parte da peça que ela dá uma aula de sexo, através de conselhos sobre como praticar algumas modalidades e de como gostaria de perder sua virgindade. Tudo com muita naturalidade, sem fazer do assunto um tabu ou um segredo de estado. Sexo como água, como necessidade aprimorada e cheia de possíveis ensaios e criatividade - adoro isso!

Entendi, mas não concordo muito com o slogan que está sendo veiculado sobre a peça "uma peça para se assistir com os amigos". Acho que poderia ser substituído por: "uma peça para se assistir sem resistência, para liberar os traumas e os tabus sobre o sexo". Vale assistir com quem quiser, vale a pena assistir de qualquer jeito, porque é intelectualmente pornográfica e isso é falar de sexo como sexo é: uma assunto que faz parte da vida de todo mundo, ou pelo menos dos que estão VIVOS!
Enfim, é um espetáculo para - os que gostam de sexo porque vão se deliciar com as histórias dela, para os tímidos porque terão a chance de se liberar um pouco e rir com vontade ao ouvir tanta sacanagem e, para os recheados de pudor e tabus, pois a peça é um tratamento de choque: ou vai chegar em casa e soltar a franga e libertar-se das culpas ou vai entrar no armário e chorar baixinho com pena de si mesmo.

Chega, assim eu vou acabar intimidando os traumatizados e, eles não vão assistir a peça com medo de soltar as putas e os putos que enjaulam dentro dos seus infernais calabouços libidinosos. Uagrahhh!!! kkkk!!! Ai, desculpa, devaneei, rs!!!

Vale muito a pena assistir a peça, não tenha medo, vá mesmo. Se puder, sente no meio e de preferência da 1ª a 5ª fila, pra ver a Fernanda bem de pertinho . . . oras Amy, oras a própria mãe, oras a tia Graça, oras a tia Motoy, todas sessentonas de SSA.

Céu de outono


A noite foi mal dormida, ah foi sim!
Barulhos alheios de quem não tem vida boa pra viver em casa e precisa estar na rua até de madrugada. Janela indiscreta a que mora na parede do meu quarto, janela que grita o mundo lá de fora e não deixa a  gente dormir.
- Vamos, tá na hora, bora!
Acordar sem ter dormido é a pior coisa da vida pra mim! Dormir devia ser a primeira e mais divina oração aprendida e concedida aos seres humanos - ninguém deve acordar antes do seu despertar natural!

A paisagem era o caminho nosso de sempre, carros parados em direção ao túnel e a Lagoa espelhada pelos primeiros baixos e sutis raios de sol matinal.
Ouvi uma voz carregada de bossa nova, gostosa e arrastada me dizendo:
- Adoro esse céu de outono!

Despertei!
Vidrei nos olhos de quem vê o céu e vi neles o meu céu de anil que abre todas as estações.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Budismo de Nitiren

É o conjunto de escolas que seguem o ensinamento budista de Nitiren, monge japonês do século XIII.
Entre outros pontos em comum, essas linhagens afirmam que o Sutra do Lótus torna os demais sutras budistas verdades parciais. Os ensinamentos anteriores teriam sido proferidos pelo Buda Shakyamuni em caráter provisório, de acordo com a capacidade dos ouvintes, enquanto no Sutra do Lótus ele profere seus ensinos a partir de um ponto absoluto, segundo a interpretação do Sutra de Lótus e do Sutra do Nirvana por Nitiren.
Principalmente porque Buda deixou explícita a mensagem de que seria o Sutra Lótus o único Sutra a ser seguido, revela numa passagem do Sutra Lótus que: "Dentre os sutras, Este é o Rei soberano". Sem margem de possibilidade de adoção de qualquer outro tipo de ensinamento.
Outro tópico essencial ao Budismo de Nitiren é a utilização de um único mantra, "NAM MYO HO RENGUE KYO", que, em uma tradução simples, significa "Devoto-me à lei mística do Sutra de Lótus", mas cujas sílabas desdobram-se em outros significados. De acordo com as escolas, O daimoku (como é chamado o mantra), encerraria em si a Lei do Universo e despertaria a natureza de Buda em quem recitasse. Portanto, outro pilar da fé nos ensinamentos de Nitiren seria o poder de atingir o Estado de Buda na existência atual e, através da disseminação dos ensinos (Shakubuku), buscar a paz mundial (kossen-rufu).
Dentre as práticas dessa tradição budista, encontram-se a recitação do mantra Nam-myo-ho-ren-gue-kyo" a uma mandala tradicional chamada Gohonzon e a realização de duas cerimônias de oração diárias, denominadas Gongyô, em que são recitados trechos do Sutra de Lótus na pronuúncia japonesa do texto em chinês.
Existem dúzias de escolas de Budismo de Nitiren, com significativas diferenças doutrinárias principalmente quanto ao papel exato de Nitiren.
No Budismo Primordial HBS (Honmon Butsuryu-Shu), o Grande Mestre Nitiren Daibossastu, assim chamado, é reconhecido como Mestre Renascimento do Jyougyou Bossatsu, Bossatsu Primordial, que realizou o estabelecimento da Religião do Odaimoku, orando pela primeira vez em voz alta, aos 32 anos de idade, no dia 28 de abril de 1253.
Algumas, como a Nitiren Shu, tratam-no como um importante sacerdote que revelou à população o Verdadeiro Budismo, mas submisso a Shakyamuni. Outras, notavelmente a Nichiren Shoshu e a organização leiga Soka Gakkai, consideram Nitiren como o Buda Original da era de Mappô, dedicando sua atenção a ele em vez de outros Budas, cujos ensinamentos também teriam se tornado impraticáveis e inadaptáveis aos tempos atuais.
É necessário frisar que o budismo de Nitiren baseia-se na lei de causa e efeito, ou seja, na relação entre palavras, pensamentos e ações do indivíduo para com a sua condição de vida presente ou futura. Tudo que o ser humano desfruta de positivo ou negativo é resultado do seu carma, podendo ser ele positivo ou negativo, variando de acordo com suas ações, palavras e pensamentos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo_de_Nitiren

terça-feira, 1 de junho de 2010

A comunicação nossa de cada dia

"A tarefa mais importante da linguagem (...) não é a de “representar”, mas a de criar laços discursivos entre os sujeitos e/ou entre eles e as coisas e os estados de coisas ao redor, de modo a estruturar um universo de sentido minimamente compatível com a sobrevivência dos humanos. É essa a tarefa erótica da linguagem; e esse o sentido freudiano de “ligação” significativa da pulsão sexual ou meramente pulsão da vida "(COSTA, 1992, p. 15).

Desta forma, quão importante é a questão da linguagem comunicativa, posto que, para além da importância desta na história da humanidade, é também crucial para o próprio desenvolvimento psíquico do humano, dado o fato de estar intimamente ligada às suas pulsões vitais. Daí a inferência de sua total importância na comunicação entre os relacionamentos.


Texto extraído de: OS RUÍDOS DA COMUNICAÇÃO - PERCEBIDOS ATRAVÉS DOS OUVIDOS DELAS
(Felipe Militão, Felipe Muniz, Gabriel dos Anjos, Mariana Sandoval, Ricardo Henrique e Sueli Belmonte)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Trinta minutos no meu divã

Como de costume, quinta-feira é dia de consultório, dia de total dedicação para a reflexão dos conflitos alheios. Alheios? Não, não são mais alheios, não pra mim.
Já se passavam 20 minutos da sessão quando liguei para o paciente e, qual não foi a minha surpresa, ele estava enrolado e a terapia ficara para segundo plano, ou melhor, para a próxima semana. Próxima pra ele, pra mim ainda faltavam 30 minutos da sessão. 
Resolvi fazer 30 minutos de inteiro silêncio acordado comigo mesma no consultório. Mantive o clima de pouca luz, acendi a vela de canela pra dar uma provocada e deitei no divã.

Meus 30 minutos de DIVÃ se resumem em algumas poucas linhas, poucas linhas sim, mas assim como a terapia, foram os 30 minutos mais preciosos do meu dia!

Quando era mais nova meu inquieto esconderijo era por demais barulhento, vivia envolvida por muitos sons interiores, dias e noites de muitas vozes.
Não falo de esquizofrênia, talvez ego em conflito com a própria consciência - risos!
Não eram vozes do além, nem tão pouco vozes de outros, era uma espécie de conflito com eu's aprisionados em mim, eus que lutavam por uma liderança - mais risos!
Hoje meus sons são mais profundos e vibratórios, acalentadores - quase sempre!
O silêncio vem habitando, já por alguns anos, meu ser de luz com excelência. A sensação é de plenitude, leveza, transporte, quase um desligamento, como um off necessário.
Acredito que com o tempo a gente vai ouvindo menos barulho mesmo, menos vozes, menos o externo, menos os ruídos e priorizando só o que nos interessa muito.
Vai reconhecendo mais o silêncio do nosso real eu interior, aprendendo a escutar com boa frequência o som do silêncio e, com isso descobrindo que o silêncio está por dentro e não do lado de fora.
Cada dia interajo mais com esse meu silêncio interior e o que antes me parecia esconderijo, hoje se revela abrigo.
E é nesse meu abrigo que me fortaleço, é nele ou através dele, que me ouço, que reaprendo a ser eu mesma sem ouvir o som das interferências.
Então, hoje já consigo expressar melhor o que ouço do silêncio que me vem de dentro, do que do antigo e barulhento esconderijo das vozes que me habitavam.
O silêncio interior é hoje a minha melhor festa!


* Lembrei que ontem ao almoçar com amigos no Térèze, abri em plena mesa de degustação, com direito a bom vinho e tintilar de taças, uma página da minha história. Contei-lhes sobre um período da minha pré-adolescência que fiquei quase 1 ano monossilábica.  Resultado ou consequência de um trauma, óbvio! Mas...isso fica pra num futuro post, quem sabe?