UM BLOG PESSOAL E ALTERNATIVO PRA COMPARTILHAR TEXTOS, POESIAS, PENSAMENTOS, CRÔNICAS, REFLEXÕES, REPORTAGEM, DICAS, COISA E TAL. UM ESPAÇO VIRTUREAL DE TROCA E AMIZADE!
quarta-feira, 13 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Frases lidas e ouvidas hoje - Feliz dia aos namorados!
" Quer inovar o dia dos namorados? Termine tudo com ele hoje! ''
" Felizes aqueles que além de namorados (as) também são melhores amigos "
" Um dia alguém entrará na sua vida e te fará entender o porque todos os outros não ficaram ..."
" Vou passar o dia dos namorados sozinha, normal, e daí? Você passa o dia do indio com um indio? O dia da árvore com uma árvore?"
" Melhor passar o dia dos namorados sozinha do que o dia de finados com um defunto"
" Se não se lembra da menor loucura que o amor já te fez fazer, não amor,"
" Felizes aqueles que além de namorados (as) também são melhores amigos "
" Um dia alguém entrará na sua vida e te fará entender o porque todos os outros não ficaram ..."
" Vou passar o dia dos namorados sozinha, normal, e daí? Você passa o dia do indio com um indio? O dia da árvore com uma árvore?"
" Melhor passar o dia dos namorados sozinha do que o dia de finados com um defunto"
" Se não se lembra da menor loucura que o amor já te fez fazer, não amor,"
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Meu lápis falante
O lápis é quem pega e conduz minha mão, balança meus dedos fazendo curvas no papel,
quando não, são meus dedos que numa dança frenética movem por toques, o teclado.
Eu sei, eu sinto, eu acredito e não me importo com o que pensam sobre o que eu penso.
Mas, quem escreve muitas vezes em mim não sou eu mesma . . .
Quando leio o que acabei de escrever, fico tão surpresa quanto aquele que lê pela primeira vez e, muitas dessas vezes duvido de mim.
Assim, sem me sentir autora, vou dando linha e linha para as palavras se arrumarem,
se vestirem sozinhas e darem vida as suas histórias.
A manga
Ela olhou pra cima e viu o pé de manga carregado e desejou alcançar uma delas. Pensou: "aquela bem rosada deve estar madura e doce, mas como vou pegá-la se está tão alta?''
Olhou em sua volta e não viu nada que pudesse usar para alcançar a sua tão desejada manga madura. Ficou ali por alguns minutinhos olhando pro alto, sedenta de por a boca no que imaginava ser um mel de madura, mas a manga nem balançava, mantinha-se resistente em seu pequeno e frágil galho.
Resolveu deitar-se a sombra do pé e aproveitar seu descanso para sonhar que a manga caíra.
Ao despertar do seu sono olhou quase imediatamente pra cima e avistou sua manga, que ainda se encontrava firme e presa ao galho que a sustentava. Ela deu um suspiro, olhou pra cima mais uma vez e resolveu ir embora. Enquanto caminhava e se afastava do seu fruto desejado, pensava . . . "De certo que essa manga não estava madura e nem doce, caso estivesse cairia aos meus pés de madura e desejosa por ser saboreada."
É melhor esperar o fruto cair de maduro do que arrancá-lo a força, não respeitando o seu tempo de amadurecimento. O sabor de uma fruta arrancada do pé sem antes completar o seu ciclo de amadurecimento, jamais terá o mesmo néctar das que naturalmente amadurecem no pé ...
Respeitando ciclos e seu tempo.
A minha alma (ainda) pouco imoral
Nunca me vi tão perplexa e boquiaberta, em êxtase melhor dizendo, como nesse fim de semana ao assistir o espetáculo: A Alma Imoral com Clarice Niskier, uma adaptação do livro de mesmo título, do rabino Nilton Bonder.
Seguiria Clarice em toda a sua turnê pelo Brasil, isso se pudesse, mas como a minha alma ainda de aprendiz não é em sua plenitude uma alma livre e imoral, preciso conduzí-la presa a um corpo ainda aprisionado pelos tantos conceitos do sistema a qual pertenço . . . e mesmo querendo sair por aí desbravando os muitos lugares que talvez não consiga conhecer por impossibilidade de rompimentos transgressores, o jeito é mesmo seguí-la no Youtube, nas vezes em que seu espetáculo estiver no Rio, ler o livro do rabino pela internet e tentar buscar uma mutação da minha ignorância que engatinha para uma possibilidade consciente (agora, embora, nunca seja tarde!) de alma imoral, sem perder a condição de ser coletivo e social. Mas de um ser humano que se sabe ser humano e que vê, e mesmo vendo , sabe que nem tudo aquilo que vê é o que é.
Abaixo vou citar algumas frases que lembro e outras que estou ainda lendo e relendo . . .
De certo que numa tentativa de não perder-me do foco e nem de me ver absolutamente ignorante das deficiências a que estou anos submetida, faço aqui minhas próprias considerações!
''O problema, no entanto, está no fato de que é impossível mudar sem se expor ao erro absoluto."
-E assim me vi errando, ah meu humilde erro! E foi errando de um jeito tão tolo e desesperador que consegui através de uma exposição banal enxergar com os olhos de quem vê. Revelador e constrangedor sim, mas de um salto necessário para a proposta transgressora, sem perder a essência de tudo que aprendi. Desconstruir é de fato necessário, mas não deixar de existir na sua própria essência, como se morrer fosse a libertação para uma nova vida sem traços do que absorveu das experiencias passadas. Assumir, no mais amplo conceito de seu significado o erro e a tolice, já é imoral.
"A importância do presente está na responsabilidade que temos de honrar o passado e o futuro, numa medida artisticamente concebida de honrar compromissos e rompimentos."
-É com essa certeza que busco seguir numa tentativa de recriar e possibilitar um futuro de novos compromissos e rompimentos, sem jamais desacreditar que o presente pode ser uma responsabilidade menos penosa de honrar um futuro-passado.
“O Apego ameaça e violenta a integridade de um ser humano da mesma maneira que uma traição. Somos capazes de medir a última, mas poucas vezes nos damos conta da violência que impomos à nossa alma.”
-Essa frase, me diz muito, muito do que precisava codificar pra entender que não se pode segurar pelas mãos nem pelo coração àquele que busca o desapego, nem ao outro nem a nós mesmos. Enxerguei muitas vezes como o cego que não sabe o que não vê, quando julguei à quem transgrediu ao meu lado sem me violentar, quando o que eu achava era justamente o contrário. Somos um tanto egoístas muitas vezes, por condicionar ao amor ou a contratos, relações que já se findaram pelo tempo concreto de plantio e colheita. Assim, diante do apego de um passado ou à alguém, nos violentamos por medo ou comodismo. Podemos esquecer o compromisso com o futuro por conveniência, por sermos tolos, por medo do desconhecido e violentarmo-nos a condição de viver o apego desmedido e a acomodação, ao invés de marcharmos.
"E quantos de nossos esforços e sacrifícios são, na verdade, 'oferendas' ao nada?''
- Quem já não teve a sensação de nadar no seco? Quem nunca se deu demais num projeto ou a alguém que não está preparado para receber ou nâo tem condições de reconhecer o tipo de oferenda que está recebendo? E quantas vezes não movemos montanhas para Maomés invisíveis? Quem nunca se deu demais a quem nada tinha condições de receber?
"Aqueles que se permitem transgressões da alma com certeza são vistos e recebidos pelos outros como estrangeiros. Os que mudam de emprego radicalmente, os que refazem relações amorosas, os que abandonam vícios, os que perdem medos, o que se libertam e os que rompem experimentam a solidão que só pode ser quebrada por outro que conheça essas experiências. A natureza da experiência pode ser totalmente distinta, mas eles se tornarão parceiros enquanto 'forasteiros'." - pág. 66
- Começo a perceber a necessidade latente de encontrar a turma do meu real pertencimento - meus Raul's, Cazuza's, Janis . . . eu posso me dizer transgressora assim como meus ídolos, e a minha dor vai me conduzindo para uma solidão ao encontro da libertação e do reconhecimento de quem viveu experiencias semelhantes. Não vou recusar o processo da dor, porque sei que é preciso passar por ela para alcançar a paz interior e a sua purificação. Desnudo-me da carência que me aprisiona e do apego para sair do escuro e continuar a marcha. Deixe que me vejam como estrangeiro, pois o que aqui sou é mesmo um estrangeiro disposto a enfrentar todos os medos do caminho oculto, com a certeza de que solitários estrangeiros como eu cruzarão o meu caminho.
"Ainda cometeremos muitas crucificações, mas a derradeira, a que realmente está em jogo, é a nossa. Se não encontrarmos alguma forma de paz formada de tensão entre nosso corpo e nossa alma, entre nossa moral animal e nossa imoralidade, estamos ameaçados de não redimirmos nossa espécie." - pág. 118
- Que essa paz de tensão absoluta que hoje briga em desarmonia com meu corpo e minha alma, respire novamente e não me crucifique mais.
"A vida saberá nos julgar não apenas pelas 'perversidades' que acreditamos poder evitar, mas também pelas 'tolices' que nos permitimos." - pág. 77
- Eu mudaria a palavra 'julgar' pela palavra 'perdoar', talvez porque acredito que a vida não nos possa julgar. Ela nos da condições e formas diferentes de vermos as tolices e as perversidades que praticamos, deixando para cada um de nós, o julgamento dos compromissos aos quais fomos capazes de nos fazermos.
Clique na figura para assistir um trecho da peça.
Para os que ainda não conseguiram assistir, aqui vai a dica: se comprometa com a possibilidade de assistir o espetáculo assim que ele voltar ao Rio . . . Clarice vai deixar sua alma irrequieta por 1h e 20 min, mas você poderá ter a chance de acalmá-la por muito tempo depois. Além de desfrutar da delicadeza e sutileza corporal em que a atriz conduz o espetáculo, pela música sensível e doce que te emocionará e principalmente pelo texto. Lamentei muito não ter visto antes, mas me perdoo porque sei que talvez esse tenha sido o mais apropriado momento para o meu entendimento.
Clarice Niskier, uma deusa, uma musa, uma grande atriz, sem roupa nenhuma no corpo, mas com todos os assessórios da alma para lhe conduzir a uma viagem além dos olhos físicos. A nudez de Clarice na peça é a verdadeira veste da alma. Parabéns e obrigada!
Clarice Niskier, uma deusa, uma musa, uma grande atriz, sem roupa nenhuma no corpo, mas com todos os assessórios da alma para lhe conduzir a uma viagem além dos olhos físicos. A nudez de Clarice na peça é a verdadeira veste da alma. Parabéns e obrigada!
sexta-feira, 8 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Mistérios sempre há de pintar por ai
Ela mexeu no cabelo, pintou, jogou, balançou e depois se maquiou.
Se vestiu como se fosse a uma festa de arromba, daquelas que só se chega em casa com o sol anunciando outro dia. Tomou um táxi sozinha e foi em direção ao seu destino.
Saltou antes pra dar tempo de no caminho desistir, pensou . . . riu . . . quase chorou . . . mas seguiu em frente.
Ela chegou como uma princesa, à quem todos esperavam ansiosos, brilhou como uma estrela, deu os sorrisos mais forçados que conseguiu e ninguém percebeu. A alma estava preservada!
A noite foi leve, dançou, bebeu, conversou sobre tudo, se sentiu viva, livre e com a autoestima renovada, afinal ela estava se sentindo há meses como uma blusa velha, rasgada e esquecida no fundo da gaveta.
Pensou baixinho: Onde estive, onde estaria se não fosse hoje?
Alguém lhe ofereceu uma bebida (quente) e ela aceitou só para não ser desagradável. Enrolou com o copo na mão como quem faz charme. Se fez de ouvinte por uns instante e pediu licença, foi em direção a mesa onde estava uma pessoa que ela achava ser alguém do passado . . . tomou fôlego, pensou em passar direto e nem falar nada, mas foi parada imediatamente como se reencontrasse alí alguém que jamais deixou de ser presente.
Ela ficou embaraçada, sem assunto, suas bochechas tremeram e seu sorriso congelou, mas mesmo assim foi agradável e tentou a superficialidade temporária, afinal aquilo duraria no máximo 5 a 10 minutos de cena. Se surpreendeu. Em menos de meia hora estava sentada rindo, bebendo e revivendo um olhar mais natural e familiar, sem medo e sem ameaça. Ela balançou a cabeça, pra num gesto reconhecido, deixar claro que estava gostando e logo foi compreendida.
Ela acabou a noite numa festa particular inserida na festa que foi convidada, aquilo estava sendo pra ela uma verdadeira festa! Seu coração foi aos poucos se acalmando, batendo no ritmo mais normal do seu estado . . . de repente se lembrou do compromisso que tinha no dia seguinte bem cedo. Levantou-se, despediu-se de todos como se fossem todos seus amigos mais chegados. Num rápido levantar de cadeiras, lhe foi proposto uma carona, afinal ela estava sozinha àquela hora e a pé... frágil e já sem nenhum batom. Sua resposta saiu antes mesmo de pensar, coisa de segundos e ela agradeceu a carona, mas ainda assim foi acompanhada até pegar o táxi. Quando estava se despedindo e agradecendo teve um De Já Vù e disse rápido: Todo o universo conspira para que os males sejam quebrados e os espíritos sejam libertados! Riu jocosamente, jogou o cabelo pra frente, voltou a cabeça pra trás e deu-lhe um abraço bem apertado como se ali agora, renascesse duas novas pessoas!
Chegou em casa ainda cedo e colocou um cd antigo pra tocar, preparou uma dose pra comemorar sozinha, seu telefone fez um barulhinho conhecido, correu pra ver e era uma resposta: "O tempo é misterioso mas sábio, ele leva pra curar e traz de volta pra abençoar. Somos papéis ao vento, precisamos voar alto sem medo e escrever com ousadia a nossa história. Te quero muito bem, te quero feliz e sorridente sempre. Obrigada!"
Ela esperava outra mensagem, outra pessoa, mas ficou ali lendo e relendo aquela mensagem como se nunca acabasse, como se lesse um livro de muitas páginas . . . enxugava as lágrima e tornava a ler, como se quisesse decifrar um enigma ou simplesmente o significado de tudo aquilo ... transferir o que estava lendo para a sua história atual.
Por fim, deitou cansada e exausta em sua cama longa e macia, deitou pensando em não sonhar mais do que já tinha sonhado acordada. Surpreendentemente rezou e adormeceu.
Se vestiu como se fosse a uma festa de arromba, daquelas que só se chega em casa com o sol anunciando outro dia. Tomou um táxi sozinha e foi em direção ao seu destino.
Saltou antes pra dar tempo de no caminho desistir, pensou . . . riu . . . quase chorou . . . mas seguiu em frente.
Ela chegou como uma princesa, à quem todos esperavam ansiosos, brilhou como uma estrela, deu os sorrisos mais forçados que conseguiu e ninguém percebeu. A alma estava preservada!
A noite foi leve, dançou, bebeu, conversou sobre tudo, se sentiu viva, livre e com a autoestima renovada, afinal ela estava se sentindo há meses como uma blusa velha, rasgada e esquecida no fundo da gaveta.
Pensou baixinho: Onde estive, onde estaria se não fosse hoje?
Alguém lhe ofereceu uma bebida (quente) e ela aceitou só para não ser desagradável. Enrolou com o copo na mão como quem faz charme. Se fez de ouvinte por uns instante e pediu licença, foi em direção a mesa onde estava uma pessoa que ela achava ser alguém do passado . . . tomou fôlego, pensou em passar direto e nem falar nada, mas foi parada imediatamente como se reencontrasse alí alguém que jamais deixou de ser presente.
Ela ficou embaraçada, sem assunto, suas bochechas tremeram e seu sorriso congelou, mas mesmo assim foi agradável e tentou a superficialidade temporária, afinal aquilo duraria no máximo 5 a 10 minutos de cena. Se surpreendeu. Em menos de meia hora estava sentada rindo, bebendo e revivendo um olhar mais natural e familiar, sem medo e sem ameaça. Ela balançou a cabeça, pra num gesto reconhecido, deixar claro que estava gostando e logo foi compreendida.
Ela acabou a noite numa festa particular inserida na festa que foi convidada, aquilo estava sendo pra ela uma verdadeira festa! Seu coração foi aos poucos se acalmando, batendo no ritmo mais normal do seu estado . . . de repente se lembrou do compromisso que tinha no dia seguinte bem cedo. Levantou-se, despediu-se de todos como se fossem todos seus amigos mais chegados. Num rápido levantar de cadeiras, lhe foi proposto uma carona, afinal ela estava sozinha àquela hora e a pé... frágil e já sem nenhum batom. Sua resposta saiu antes mesmo de pensar, coisa de segundos e ela agradeceu a carona, mas ainda assim foi acompanhada até pegar o táxi. Quando estava se despedindo e agradecendo teve um De Já Vù e disse rápido: Todo o universo conspira para que os males sejam quebrados e os espíritos sejam libertados! Riu jocosamente, jogou o cabelo pra frente, voltou a cabeça pra trás e deu-lhe um abraço bem apertado como se ali agora, renascesse duas novas pessoas!
Chegou em casa ainda cedo e colocou um cd antigo pra tocar, preparou uma dose pra comemorar sozinha, seu telefone fez um barulhinho conhecido, correu pra ver e era uma resposta: "O tempo é misterioso mas sábio, ele leva pra curar e traz de volta pra abençoar. Somos papéis ao vento, precisamos voar alto sem medo e escrever com ousadia a nossa história. Te quero muito bem, te quero feliz e sorridente sempre. Obrigada!"
Ela esperava outra mensagem, outra pessoa, mas ficou ali lendo e relendo aquela mensagem como se nunca acabasse, como se lesse um livro de muitas páginas . . . enxugava as lágrima e tornava a ler, como se quisesse decifrar um enigma ou simplesmente o significado de tudo aquilo ... transferir o que estava lendo para a sua história atual.
Por fim, deitou cansada e exausta em sua cama longa e macia, deitou pensando em não sonhar mais do que já tinha sonhado acordada. Surpreendentemente rezou e adormeceu.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Dias sem sol
Um pouco de dor abdominal, enxaqueca e enjoos
misturinha boa para um dia irritadiço e inquieto
formula mágica para insatisfação e questionamentos da alma
O que esses hormônios querem de mim?
Será um teste de resistência?
Porra, mas já não bastam os que a própria vida vem me testando????
Ai, apaga a luz, joga a toalha e desliga o mundo!
misturinha boa para um dia irritadiço e inquieto
formula mágica para insatisfação e questionamentos da alma
O que esses hormônios querem de mim?
Será um teste de resistência?
Porra, mas já não bastam os que a própria vida vem me testando????
Ai, apaga a luz, joga a toalha e desliga o mundo!
sábado, 17 de março de 2012
Vinícius - o imortal
''E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.''
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.''
Anjo de Guarda Noturno
Maria Gadú
Meu anjo de guarda noturno:
Você é quem sabe de tudo.
E quando eu peço proteção
Não é pra fugir do ladrão
Nem pra me esconder na igreja
Eu quero é que deus nos proteja
Das dores do coração
Você é quem sabe de tudo.
E quando eu peço proteção
Não é pra fugir do ladrão
Nem pra me esconder na igreja
Eu quero é que deus nos proteja
Das dores do coração
Meu anjo de luz, que ilumina
Compositor da minha sina
Não deixe que espinhos me ceguem
Guarde meus caminhos que seguem
Os carinhos dessa menina
Compositor da minha sina
Não deixe que espinhos me ceguem
Guarde meus caminhos que seguem
Os carinhos dessa menina
Meu anjo de luz guardião
Condutor da minha emoção
Ensine o atalho pra ela
E evoque o anjo dela
No toque sutil da canção
No toque sutil do baião
Condutor da minha emoção
Ensine o atalho pra ela
E evoque o anjo dela
No toque sutil da canção
No toque sutil do baião
quinta-feira, 15 de março de 2012
A volta
- Ei moça, como você está bem, a mesma menina bonita e agora na versão loira
- São os cabelos brancos disfarçados
- Mas envelhecer é isso mesmo, o que importa é envelhecer com dignidade
- É, eu sei, estou tentando. Te trouxe um presente e acho que já falamos muito sobre ele. Inversos foi realizado, esse é seu.
- Nossa, que presente maravilhoso, que notícia boa, que volta cheia de recheio. Hum, acho que começaremos pela cereja do bolo, rsrsrs
Ela continua com os cabelos pretos, o mesmo corte chanel e o mesmo brilho de antes. A mesma voz e o mesmo cruzado de pernas. Um olhar que não desvia do meu e me deixa nua. E foi assim que eu reiniciei.
No final uns códigos, incluindo o segredo das portas para abrir Sésamo.
E a surpresa final . . .
- Você tem WhatsApp?
- Tenho sim
- Então me adiciona, procura pelo meu nome!
- Aqui, achei
- Me manda uma msg de teste
- Oi, sou eu, estou aqui, câmbio!
- Que bom, agora já estamos conectadas, pode me acessar sempre que for preciso. Não esquece, eu estou aqui pronta a te ajudar, você tem os códigos e está livre para acessá-los. Essa é só mais uma forma de te dizer que você não está sozinha, eu estou aqui! Até terça.
Ela é mesmo surpreendente e moderna, mas nem por isso me perdoou no primeiro dia da minha volta e já foi logo me dando uma chicotada que me fez cair em lágrimas. Havia esquecido de que ela já me conhecia, tanto quanto a minha história.
É claro que vou te acessar, é claro que agora, se tiver de fugir será pra você, é claro que estamos conectadas.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Faltando um Pedaço
Djavan
O amor é um grande laço, um passo pr'uma armadilha
Um lobo correndo em círculos pra alimentar a matilha
Comparo sua chegada com a fuga de uma ilha:
Tanto engorda quanto mata feito desgosto de filha
Um lobo correndo em círculos pra alimentar a matilha
Comparo sua chegada com a fuga de uma ilha:
Tanto engorda quanto mata feito desgosto de filha
O amor é como um raio galopando em desafio
Abre fendas cobre vales, revolta as águas dos rios
Quem tentar seguir seu rastro se perderá no caminho
Na pureza de um limão ou na solidão do espinho
Abre
Quem tentar seguir seu rastro se perderá no caminho
Na pureza de um limão ou na solidão do espinho
O amor e a agonia cerraram fogo no espaço
Brigando horas a fio, o cio vence o cansaço
E o coração de quem ama fica faltando um pedaço
Que nem a lua minguando, que nem o meu nos seus braços
Brigando horas a fio, o cio vence o cansaço
E o coração de quem ama fica faltando um pedaço
Que nem a lua minguando, que nem o meu nos seus braços
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