quarta-feira, 14 de março de 2012

Respira, inspira, respira . . . inspira!

Onze anos . . . nossa, como assim??? 
Como será que você está agora . . . seu cabelo era tão bonito, preto firme de um brilho incomum, assim como você. Lembro da sua voz . . . sempre numa linha suave de me trazer verdades e me reconfortar no caminho. Tô ansiosa por revê-la, suando nas mãos e com aquele fiozinho no estômago, ''habituê" de quando ia ao seu encontro.

Me passa um filme, flashs na memória, recortes, histórias, choradeiras e descobertas sublimes que estão convivendo comigo harmoniosamente até hoje.
E hoje? O que vou te falar hoje? Não sei, mas sei que tudo é desigual. 

" . . . você é uma explosão de sentimentos e emoções e, isso tudo precisa sair bonito pro mundo . . ."

" . . . um cisne criado numa família de patos não pode ser igual nunca, ele vai sempre se sentir diferente. E ele é diferente, ainda bem, pois descobriu que não é pato . . . '' 

Mais uma vez me encontro com Clarice


‘’Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."

CLARICE LISPECTOR

terça-feira, 13 de março de 2012

Você quer ler INVERSOS?


Quem tiver interesse em adquirir o livro autografado, basta escrever para

sylbello@gmail.com  que enviarei pelos correios.


Ou pelos sites: 


Boa viagem!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Lançamento de (mim) INVERSOS

Meu coração nunca foi tão preenchido de carinho e atenção como no ultimo dia 09.
Vivi a emoção de ter feito a coisa certa, sem a menor pretensão de me tornar escritora ou poeta reconhecida, mas de ser reconhecida como alguém que intensamente vive as emoções e transforma em versos e poemas, suas próprias experiências.
Amigos próximos e distantes, pessoas muito importantes que construíram comigo essa viagem, essa história. Gente de longe que se deslocou num gesto de carinho e dedicação para me prestigiar, coisas que só o coração tem olhos pra enxergar. 
Ah! A poesia foi o próprio evento, pois que nele tudo se conteve e também desatou . . . lançamento também de minh'alma que teve motivos pra sorrir, pra chorar e num pedido de socorro se libertar!


Agradeço a todos que comigo vieram comemorar essa realização 
e no meu balão de emoções puderam voar.































Vivendo um dia por dia



Levantando mais uma vez com a sensação de muitas milhas para percorrer,
Entrando na Cidade dos movimentos como se meu corpo inerte não pudesse sobreviver
Em cada vertigem da mente, a certeza de seguir em frente

Frear e conter o que nos sangra por dentro querendo escorrer é ofício doloroso
Mas é também oportunidade de crescer e repensar a própria vida, a própria história
Continuar acreditando que é possível viver uma melodiosa canção de amor é meta
Desafio de melhora nas atenções que seu automático aflora e descontrola

Os dias passam e o tempo é remédio que arde na ferida com função de curar
Seja como for, difícil é se obrigar a extirpar o que insiste no peito pulsar
Não é fiel nem divino calar ou secar o bom do amor,
Mas é providencial se resguardar da dor do desprezo e do desamor.

Que venha a fase do luto em vestes e entranhas me virar do avesso
Que tire do chão a terra e me jogue como cata-vento sem direção
Que faça de mim um teste rápido da resignação
Mas que nunca me feche ou calcifique o coração.

Dever de casa: "A dor é inevitável, o sofrimento é opcional"

quinta-feira, 1 de março de 2012

QUEBRA DE PARADIGMAS

Hoje, revirando as gavetas do meu computador em faxina, encontrei esse texto e quando reli, percebi que não foi uma mera coincidência encontrá-lo. 

\

"Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida
e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. 
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela,devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Era o calor da tina... Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia
experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu
corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida. Começou a urrar muito
alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu
imenso corpo. Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida. O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo. Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor,
nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos
importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa
situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos
corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos
e defendemos. Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer,
em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar
condições de prosseguir. Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder. Solte a panela!"



Autor desconhecido

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CONVITE - INVERSOS

Enfim, nasceu meu primeiro filho!

Espero levar todos para um bello passeio no meu balão mágico 
e percorrer as mais loucas e poéticas aventuras da alma . . . vem voar comigo!!!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O artista - vencedor do Oscar 2012


Fiz de tudo pra me manter acordada e ver ganhar o Oscar 2012 de melhor filme do ano - The Artist, mas parece até mentira, eu dormi. 
Não importa. Vi esse ator genial ganhar a estatueta e já fiquei feliz. Vibrei!Heeeeee!!!
Sabia que esse filme não perderia para nenhum outro. Assisti quase todos os que concorreram e, confesso, não lembro de mim no cinema com tanta emoção e fascínio, como fiquei ao assistir "O Artista". 
Fui tomada por uma  forte onda de recordações. Fui parar na minha infância e lembrei dos filmes mudos que assistia na sessão da tarde quando chegava do colégio. Nossa, que nostalgia me deu, que saudade daqueles bons tempos. Tudo era tão poético e ingênuo, eu ria e chorava das coisas mais simples da vida . . . nesse tempo tudo era tão descomplicado. Quem era bom, era bom, quem era mocinho, era mocinho, quem era vilão, era vilão, simples assim. 
Acho que o filme mudo traduzia as emoções do personagem de uma forma mais lúdica, poética e romantica. As emoções não eram camufladas, eram vivas e vistas num olhar, numa expressão, num caminhar, era essa leveza de tradução do sentimento que me encantava e emocionava. Podíamos entender e saber facilmente, o que o autor queria nos dizer.
Tenho a forte lembrança de Chaplin em cenas que me marcaram muito durante a infância e que, sinceramente, não as encontro mais nos clássicos de hoje. 




Parabéns Michel Hazanavicius, parabéns Jean Dujardin!
Muito obrigada por esse momento mágico que me proporcionaram no cinema.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Eu reticência

As reticências são, na escrita, a sequência de três pontos (sinal gráfico: …) no fim, no início ou no meio de uma frase. A utilização deste género de pontuação indica um pensamento ou ideia que ficou por terminar e que transmite, por parte de quem exprime esse conteúdo, reticência, omissão de algo que podia ser escrito, mas que não é.

. . . 

Coisas que a vida ensina depois dos 40


Amor não se implora, não se pede não se espera...

Amor se vive ou não


Ciúmes é um sentimento inútil, não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus
para mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.


Whitney Houston, sua voz continuará viva!



Como é bom lembrar dessa música, voz linda!


Definitivamente linda e talentosa

Siga sua luz em paz!

INVERSOS

Poesia que dá título ao meu primeiro livro com data de lançamento marcada para dia 09/03 às 19:30 na sede da Editora Multifoco - Lapa/RJ

Carinhosamente já convido à todos para esse evento,


Essa contra capa ainda não é a definitiva

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Começou o ano

Dia 02 de janeiro de 2012 . . .

Mudamos a forma de escrever o ano, mas o resto da rotina é igual.
Levantei cansada, com uma dorzinha de cabeça e um mal estar no corpo, nariz entupido e a sensação de que aquela chuvinha que peguei na volta de Copa, vai render as "boas vindas do ano novo".
Trimedal comprado e devorado, bem alimentada e esperando a hora de voltar pra casa e deitar na cama pra ficar bem quentinha e quietinha, rs!


É assim, nada pode ser controlado, nem a chuva, nem o resfriado, disso eu já sei! Mas poderia ter aceitado a carona do guarda-chuva e talvez não estivesse assim . . . o que posso fazer agora é me cuidar . . . e é isso que eu vou tentar fazer o ano inteiro, cuidar de mim!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Hoje é dia de faxina bebê!

Deu pra perceber que dei uma repaginada no Blog né? É pra ver se em 2012 ele fica de cara nova e me inspira mais, me convida mais . . . ah, tá buuuuuniiiiitiiinho!!!

Feliz 2012!

Quando a gente pensa que é só ficar quietinho e esperar os novos acontecimentos em 2012, somos surpreendidos, pois afinal o ano não acabou e, ainda tráz novas emoções! Se boas ou ruins, isso não importa, o que vale mesmo é a lição de que não controlamos o tempo e tudo pode acontecer em questão de segundos!
E assim está sendo esse finalzinho de ano, por isso me deu uma saudade de escrever no blog e me sentir, pelo menos aqui, capaz de controlar o tempo da escrita e do instante.

Dois mil e onze foi um ano de muitas descobertas, das geleiras, dos arranha-céus, das idas e vindas, das perdas e dos ganhos. Pode parecer ambíguo, mas e não é? A vida é feita de ambigüidades, um dia sol noutro chuva, o dia claro e a noite escura, assim é a gente por dentro e por fora, momentos mágicos de felicidade e alegria e momentos de dor e tristeza, talvez necessário para se ter sempre a noção do equilíbrio. Enfim, um ano ímpar, dos que menos gosto, mas sem poder reclamar muito, rs!
Agora abro os braços para receber o bem e as lições que me destina 2012, cheia de esperança, como sempre me encheu os anos pares! Venha a hora que tiver de vir!



FELIZ TUDO O QUE VIER EM 2012 
e que eu tenha sabedoria e resignação merecedora!