sexta-feira, 15 de abril de 2011

Tá faltando gelo no seu whisky?

Vem pegar!

Patagônia - Argentina

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sem Tempo

Em abril os fins de semana estão curtos, a semana está passando rápido
E as viagens aumentando, Salvador - Miguel Pereira - Buenos Aires - Ushuaia - El Calafate . . . 


Depois, quando conseguir parar, eu conto!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Fiz minha própria música ouvindo a sua

Tudo está solto, não tenho com o que me preocupar
Não há nada pra explicar
Estou com o fone no ouvido e ouço a (s) minha (s) música(s)
Me perco solta, sozinha nesse ambiente


Ela canta no meu ouvido com uma sonoridade absoluta, ela morde a boca e quase não se entende seu inglês de geladeira, mas ela me leva ao paraíso, ela me deixa desconectada do resto do mundo . . . eu não escuto mais o mundo das pessoas, nem das máquinas.


Quem é ela, quem é ela, quem é ela, fala logo pra mim!!!
Lembro de cenas picadas feito papel no quarto da sacada
Ela cantava e eu dançava a dança das pernas entrelaçadas
Sem nenhum compromisso com nada, sem ter nada pra explicar
Eu testava o novo arco e flecha, brincava de te atravessar, hahahaha
Play . . . play meu bem, vamos jogar outra vez!


Se eu virar purpurina ou for arremessada pela janela,
não espere que eu me esborrache no chão
porque eu vou voar sem precisar segurar na sua mão
Dentro de mim mora uma certeza . . . eu vou voar, você não vai mas me alcançar
E saiba que antes das quatro luas eu não vou voltar
ah eu não vou mais voltar, não vou voltar nunca mais!
Eu sei, tenho essa mania personalizada – sou pra sempre, mas também sou pra nunca mais!


Ela voltou!
Ela grita, bate com força na bateria e estremece meu corpo
Enrola a língua dentro do meu ouvido e canta perdida
Perdida de medo, de desejos e ansiedade

Conto as horas pra levantar e ir embora
Canto suas músicas pra minha alma voar e sair por aí

segunda-feira, 21 de março de 2011

Assim sendo está

Me vi assim de repente, meio sem tempo, sem vontade de escrever.
Até a próxima nuvem branca passar, deixa então passar!

Nada mal, nada ruim, só o tempo de passar . . .

quarta-feira, 9 de março de 2011

Luto de carnaval

É assim, às vezes estamos ao lado e não somos percebidos
Em outras, não tão raras, estamos longe e fazemos a maior falta

Escolhemos quem queremos ao nosso lado, seja para ir ao cinema, para comer um pedaço de pizza na esquina ou para compartilhar o nosso luto.

Conhecemos melhor os nossos "lados'' quando estamos tristes, quando estamos sem o sorriso nos lábios, quando os 4 dias de carnaval é pintado de cinza.

Estar ao lado não é mesmo fácil, estamos o tempo todo julgando, deduzindo, imaginando . . . no fundo estamos mais interessados no nosso próprio bem estar, no nosso capricho, no nosso ego . . . se não piscar duas vezes algo está fora de controle.

O bom amigo é aquele que fala o que você não quer ouvir, é aquele que te deixa com raiva mas fala o que nem mesmo você diria pra você mesmo sozinho no espelho. . . depois te dá um abraço e um beijo e diz: Olha, tudo passa, o carnaval tá animadíssimo mas acaba hoje.

Ainda bem que ninguém reparou na minha fantasia sem graça de carnaval!!!

sábado, 5 de março de 2011

Nosso anjo voltou ao céu!

Natal 2010
Eu e minha família tivemos o privilegio de conviver durante 62 anos ao lado de Aquilles, um anjo em forma de gente. Uma eterna criança que só nos deu alegrias e muito, muito amor e carinho.
Quem já teve o prazer de conhecer ou conviver com um ser especial, como um portador da síndrome de down, sabe o quanto eles nos inspiram e ensinam sobre o amor incondicional, sobre o "dar-se" sem esperar recompensas ou retorno. Como uma verdade, acredito que essas pessoas são anjos enviados para propagar e difundir no seio da família, a união, o amor, a pureza e alegria, sem exigir nada, eles se entregam sem medo, sem hipocrisia, sem dissimulação.
Ter tido um tio tão especial como Aquilles na minha vida, foi realmente uma benção, uma lição de amor, carinho e alegria.

Quillinho viveu todas as fases de sua vida com dignidade e o respeito de todos que puderam compartilhar do seu convívio. Foi criança mimada e paparicada por todos, foi adolescente um tanto rebelde e engraçado, trabalhou, viajou, badalou em festas, dançou muito, comeu tudo que gostava de churrasco a docinhos e bolos de aniversário, de preferência o seu próprio bolo de aniversário, bebeu às vezes escondido da gente, soltou pipa, jogou bola, tocou gritarra virtual, foi bate-bola no carnaval, foi papai noel dos nossos natais, foi um amante da natação na nossa piscina de Muriqui, apreciou o mar e cachoeira igualmente e adorava mergulhar, adorava passear de lancha pelas ilhas da Costa Verde, foi muitas vezes por conta própria e sozinho à Igreja assistir a missa de domingo, foi padrinho incontestável de todos os seus sobrinhos, depois virou avó de todos nós, mas nunca deixou e nem deixará de ser o nosso anjo da paz!

Para um ser que só nos trouxe alegrias e dela fez sua trajetória, nada como partir no início do carnaval, uma data registrada como a festa da Alegria.

Quilles, obrigada por tudo, você será sempre o melhor tio do mundo!
Nosso amor por você é eterno, feliz seja seu retorno ao céu. 
 08/03/1949 - 04/03/2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Buarque e eu no cotidiano

Todo dia eu faço tudo sempre igual:
Acordo às sete e meia da manhã,
Tomo o mesmo remédio pontualmente
E entro no banho frio rapidamente.


Todo dia eu me digo pra eu me cuidar
E essas coisas que a gente diz quando quer se enganar.
Penso em voltar logo pra casa e preparar meu jantar
Depois saio com a boca de café.


Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca trident.


Seis da tarde, como era de se esperar,
Eu saio correndo pelo portão
Estou louca pra ir pra casa e não fazer nada
Preparo meu jantar e assisto a televisão.


Toda noite tem alguém que passa lá ou liga pra conversar;
Meia-noite eu ainda estou acordada
Não consigo dormir e acabo vendo Vale Tudo reprisar
E acabo dormindo de madrugada
Acordo todo dia cansada e morta de sono . . .

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Minha empresa é rica, mas não é evoluída.

Vivendo literalmente a era institucional da exclusão digital!



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Coisas dentro acontecem, estranhas coisas que não conheço
certas dores, cansaço da mente e do corpo
calor e sono, sono e sono, muito sono

O mundo parece que ficou lento e molengo
as pernas se embolam, me levam devagar
vontade de ir com vontade de ficar

Como tratar essa novidade em mim?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Madrugada

Você vem em horas e fica por dias, me pega, me ama e dorme
Acorda cedo com sede e depois foge de mim
Entra e brinca com meus devaneios, me arrepia a alma e me abusa a carne
Não fala nada mas, olha com palavras, me condena quando me lambuza
Me arde o escuro na pele só de saber que você está entre os lençois
e é assim, no meio de tantos controles, tu me foges das mãos
É frio aqui dentro, tá amanhecendo lá fora e o sol nos chamando
Corre, vem comigo que o dia já está nascendo.

Ode, òkè àró!!!

Oxóssi - 20 janeiro

Dias 20 e 23 de janeiro comemora-se o dia de Oxóssi, um dos orixás mais populares na Umbanda e no Canbomblé.

Oxóssi, representa a caça, o verde e a fartura. Seu habitat é a floresta e reflete o constante movimento da natureza que está sempre em evolução. É simbolizado pela cor verde na Umbanda, e recebendo a cor azul clara no Candomblé, mas podendo usar, também, a cor prateada.

Na Bahia, Oxóssi foi ligado a São Jorge, sendo comemorado no dia 23, enquanto que nos outros estados do Brasil, foi relacionado com São Sebastião, sendo assim festejado no dia 20 de janeiro. A fusão de práticas de duas ou mais religiões aconteceu no Brasil quando os costumes de religiões africanas se misturaram com o catolicismo. Por isso, é comum que as datas importantes de Umbanda e Candomblé estejam ligadas aos santos do calendário cristão.
 
Durante a diáspora negra, muitos escravos que cultuavam Oxóssi não sobreviveram aos rigores do tráfico negreiro e do cativeiro, mas, ainda assim, o culto foi preservado no Brasil e em Cuba pelos sacerdotes sobreviventes e Oxóssi se transformou, no Brasil, num dos orixás mais populares, tanto no candomblé, onde se tornou o rei da nação Ketu, quanto na umbanda, onde é patrono da linha dos caboclos, uma das mais ativas da religião.
Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), lanças, facas e demais objetos de caça. É um caçador tão habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto "o caçador de uma flecha só", pois atinge o seu alvo no primeiro e único disparo tamanha a precisão. Conta a lenda que um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxossi era caçador, como outros. Ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e não podia errar. Todos os outros já haviam errado o alvo. Ele não errou, e salvou a aldeia. Daí o epíteto "o caçador de uma flecha só".
Oxóssi é a expansão dos limites, do seu campo de ação, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida. Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos Orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte. Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem penetrava o mundo "de fora", a mata, trazer tanto a caça quanto as folhas medicinais. Além, eram os caçadores que localizavam os locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma roça. Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo neste mesmo novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a transformação deste conhecimento em técnica.

É o Orixá da arte, da sabedoria da música e melodias é considerado um Orixá da alegria da dança , dos versos e poemas , protetor dos compositores , escritores , atores e todo meio artístico, nas pinturas e esculturas , está ligado diretamente a natureza.

Oxossi filho de Iemanjá irmão de Ogum e Exú , tem grande afinidade com Ossãe pois este lhe ensinou os mistérios da mata e das ervas , amigo das aves , pássaros , esta presente no dia a dia de todos nós pois exerce energia em todas as comidas tento vegetal quanto animal .
Oxossi é o encanto da beleza e do esplendor , radiante com toda sua força protege seus filhos . Tem a ajuda de Ogum , por ser seu irmão mais velho e a fidelidade de Exú que também é seu irmão.
Todos os seus filhos tem grande objetivos de prosperidade mais são muito descansados , sentimentais , românticos e tem grande facilidade de se apaixonar.

E é por isso que o Rio de Janeiro é cheio de graça, tem arte, gingado, curvas, samba no pé, cariocas e praia.

Salve Oxossi, Salve São Sebastião e viva meu Rio de Janeiro!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Amy Winehouse 11/01/11

Tantos "uns" para quem realmente é ímpar!


Tudo valeu para ver Amy em sua última apresentação no Rio. Amiga de amiga na fila facilitou a entrada, estacionar dentro da Arena foi mais seguro e barato, o horário da chegada foi fundamental para garantir um excelente local na pista e o HSBC Arena é perfeito, só peca na distância.

Mas, falando em Amy, ela é um misto de voz, carão, corpo bomba cambaleante, a loucura irreverente e o exagero no uso das drogas como todos os grandes mitos da música. Mesmo assim consegue ser tímida, desengonçada, com olhar de - "quem são vocês? O que estou fazendo aqui mesmo?" Aquela dancinha de pernas bambas como quem vai cair e se quebrar toda, uma coreografia que mais parece umas nadadinhas com os braços frágeis, apesar do peso de suas tatoos, o jeito menina de segurar a saia e chupar o dedo, as mãos nas cadeiras (é de me fazer rir... ) tudo isso faz de Amy um pouco de menina-maluquete-moleque-sem-modos, que eu adoooorrroooo!!!
 

Ela surpreendeu muita gente com o show de ontem, pois as críticas até então, eram todas negativas. Dizem que ela leu os jornais e por isso se comportou melhor, mas isso não me importa, o que sei é que eu tive sorte por comprar com antecedência o ingresso para o dia 11 e conseguir ver essa deusa da contradição mandar o seu recado muito bem.

Amy  é assim,  ame-a ou deixe-a, quem quiser gostar que goste . . . E pelo que vi ontem, tem muita gente que gosta!
Ouvi dizer também que ela estava fazendo gargarejo e bebendo chá de gengibre durante o show. Eu duvido muito, mas o que era de verdade, só ela é quem sabe. Seja o que for, devia ser muito gostoso, porque era quase: uma música e uma gargarejada. Quer saber, deixa ela beber, gente! Deixa a menina em paz!

A saidinha do palco, dizem as más línguas, foi pra dar uma cafungada. Ah, que gente maldosa... ela foi secar o suor do rosto e pegar mais um chazinho. Agora, falando sério, o que mais me deixou curiosa mesmo foi os cochichos no ouvido do baixista e do backing vocal . . . o que será que ela tanto falava ao pé do ouvido deles? "Falta muito pra acabar? Posso ir agora? Qual é a próxima música mesmo? E aí, você acha que eles estão gostando, tô fazendo direitinho? Não sei por que eu aceitei fazer essa turnê, queria mesmo era ficar com a malucada em Santa Tereza biritando um champanhe”

Detalhe importante: A roupa escolhida para essa apresentação, pra mim, foi a melhor de todas: um vestidinho azul estampado com flores, numa sensualidade bem tropical  - a cara do Brasil -, uma flor, que parecia de lótus, cor salmão, presa no lado esquerdo da sua vasta “cabeleira”. No cenário, uma mega bandeira do Brasil com seu nome grifado. Por isso tudo e outras cositas mas, uma amiga arriscou um palpite: "Ih, acho que ela vai acabar vindo morar no Brasil!" Sabe que ela tem razão?! Ela é a cara de Santa Tereza, Lumiar, Visconde de Mauá e Trindade.

 Tem lugar aqui ainda Amy, pode vir!

Valeu Amy, brigadúúúúúú!


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A cara do meu Rio em Janeiro

Foto masterizada pelo companheiro de trabalho Guilherme Monteiro

Rasgando papéis


Rasguei três sacos cheios de papéis antigos e acumulados em 4 gavetas grandes de uma escrivaninha esquecida na casa de meus pais, desde a minha última mudança. Ao rasgar, fui tendo uma sensação gostosa de liberdade, de soltura, de limpeza e de quem não está preso ao passado, mesmo quando ele me visita ou se faz presente num pedaço antigo de papel.

Sei que muitas coisas rasgadas no plano físico, nem sempre são bem resolvidas no  plano emocional, mas comigo isso acontece ao contrário. Costumo não me importar com a quantidade de coisas deixadas e/ou esquecidas no plano físico, mas sim em resolvê-las no plano emocional e, por isso, quando resolvo partir pra faxina, me deparo sempre com um verdadeiro cemitério de papéis. Ontem foi assim, meu pai pediu misericórdia para usar a escrivaninha e me pediu pra desocupar as gavetas . . . ui, ai, caramba, tem certeza, agora, é mesmo?

Em menos de 1 hora as gavetas estavam limpinhas e toda aquela papelada rasgada. Sem dó nem piedade, fui rasgando com imensa satisfação. Era . . . apólice de seguro de um carro já vendido, contrato de cartão de crédito já encerrado, contas de luz, gás, e telefone de apartamento vendido há 3 anos, senha antiga de banco, extratos bancários de 2 anos atrás, revistas velhas, jornais do budismo já sem tinta, anotações, blocos rabiscados, ficha de alguns pacientes com mais de 10 anos de encerramento, textos próprios e de outros digitados, antigos projetos  impressos, trabalhos amarelados, contra-cheques da Prefeitura (arrgghuuu!), cartinhas, cartões de feliz aniversário (pra mim), cartões de visita de gente que nem sei quem é . . . ai, como é bom saber que aqueles três sacos de papéis velhos não me pertencem mais, que nunca farão a menor diferença na minha vida e principalmente, que eu não preciso deles pra nada!

Ai que alívio! Pra que guardar e acumular tanto lixo inútil hein?