"Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar
Segredos...
E eu não sei
Que hora dizer
Me dá um medo
É que eu preciso dizer
Que eu te amo
Te ganhar ou perder
Sem engano
Eu preciso dizer
Que te amo, tanto..."
Eu Preciso Dizer Que Te Amo
Cazuza e Bebel Gilberto
UM BLOG PESSOAL E ALTERNATIVO PRA COMPARTILHAR TEXTOS, POESIAS, PENSAMENTOS, CRÔNICAS, REFLEXÕES, REPORTAGEM, DICAS, COISA E TAL. UM ESPAÇO VIRTUREAL DE TROCA E AMIZADE!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
A frase que abre a semana
Parece até musica baiana, daquelas que Ivete canta olhando pra câmera toda séria, faz um olhar de cachorro abandonado esperando um carinho do seu dono . . . mas não, não é música, essa é a frase de para-choque de caminhão, eleita a melhor da semana:
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Tá bom nada!!!
Dizer que está tudo bem, que zero a zero é melhor que perder ou ganhar é demais! Nem eu que morei um tempo em Portugal e que tenho parte da família portuguesa, estou satisfeita. É claro que ganhar é melhor, qual competição não se entra pra ganhar? Que tipo de atleta é esse, que tipo de torcedor é esse?
Pra mim foi a maior pelada, os jogadores brasileiros atacaram com medo, um ataque contido de um lado só da grande área, com medo de correr, de entrar com tudo, volta e meia jogando a bola pra trás . . . eu hein, kd o Adriano, o Ronaldinho, o Gaúcho . . . kd o Romário, o Bebeto . . . ai meu Deus, tá na hora de nascer mais Rivelinos, Zicos, Pelés, Garrinchas . . . deixa a molecada jogar, tira o videogame da mão desses meninos!!!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Todas essas mulheres
Tantas mulheres me habitam
mulheres d'alma e de chão
Uma é fêmea em chama e vulcão
gosta de ver sua fenda abrir
já a outra é eremita sem tesão
Muitas gritam dentro de mim nomes e palavrão
Mulheres que sou sem nome próprio
sem medo, sem vergonha, sem condução
Essas tantas que possuo em mim
brincam no playground do meu coração
Tenho uma mãe, uma irmã, uma doida,
são todas famintas, guerreiras, santas, carentes,
sorridentes, felizes, cheirosas e cheias de crença
uma delas não acredita em nada, solta fogo pelas ventas
Somos tantas, eu e elas, que não me sobra tempo pra solidão
Dentro de mim há uma festa com música eclética
dançam as mulheres soltas no meu salão
me fazem rodopiar...lenta feminina, salsa masculina
Só tenho um nome, um corpo de palco pro espetáculo
mas sinto como se fosse eu a casa itinerante
que alimenta do meu próprio sangue e abriga,
Todas essas mulheres . . .
Manias
Óculos de sol e agora de grau também, relógios, colares e pulseiras, bolsa, guardar papéis e cartões escritos por mim e por amigos, cutucar as unhas, pequenos travesseiros na cama, simetria dos objetos, de lavar várias vezes as mãos quando estou cozinhando, de organizar roupas por cores e calcinhas enroladas, números pares, limpar os cinzeiros, de tudo no lugar, estalar os dedos das mãos quando acordo, fumar depois de escovar os dentes, blusa branca, cortar o cabelo com a mesma pessoa, de me isolar algumas vezes, reunir pessoas e misturar tribos, cozinhar pra muita gente, nunca beber na latinha, pimenta na TPM, passar a mão nos cabelos, de não misturar a comida no prato, verificar a conta bancária todo dia, de não falar muito pela manhã, jeans e tênis, dormir do lado esquerdo da cama mesmo sozinha, de repente ficar ausente mesmo estando presente, de esquecer as coisas que ouço mesmo quando são importantes, pintar as unhas da mesma cor, viajar pra montanha, ouvir música alta, de não deixar nada pro dia seguinte, de levantar as alças do sutiã, de observar as pessoas, guardar contas, roupa larga, fotografia, tentar resolver os problemas dos outros, revistas de decoração, controlar meus gastos, tirar anéis e pulseiras quando chego em casa, de ainda comprar cds, de eletrônicos e atualizações, não voltar atrás, refazer-me sempre que preciso, quando confusa ou indecisa ficar sozinha e conversar comigo em silêncio absoluto, praticar o mantra sempre que a coisa aperta, de dentes tratados, de calcinhas sem costura, comprar pela internet . . . tantas mais, mais tantas . . .
Sentimento sem nome
Uma vontade danada de ir embora, de puxar a cordinha da condução do mundo e saltar no primeiro ponto. Vontade de pegar um avião sem saber o destino de entrega, sair sem direção em vôo de principiante eufórico, com muita pressa de ir sem saber onde chegar.
Aprendendo com as diferenças que moram em mim mesma, convivendo com as tantas vírgulas dos meus pontos, escrevo um livro preto e branco, tantas vírgulas, virgulas, virgulas, ora pontos!
Esse sentimento que nomeio tristeza por não saber o nome, é sentimento novo e antigo, sentimento confuso que não me deixa a vontade, que não se mostra a face e esconde de mim a verdade.
Acordei com uma vontade enorme de ser abduzida, como se eu, dessa terra não pertencesse ou não merecesse estar. Acordei como quem dormiu tão bêbada que não se lembra onde está, como foi o dia e a noite anterior, uma espécie de "outra" levantou em meu lugar e desmemoriada de tudo não me deixou existir nem pensar.
Como alguém que diz adeus, fui me vendo longe sem poder falar, surda e muda de um corpo que parecia o meu, mas aprisionado numa tristeza de dar dó, com um nó no gorgomilo (lembro de Gilda, e já consigo sorrir!), um aperto no peito e um choro silencioso que só pelos olhos se pode escutar.
Uma sensação de perda, de despedida, como se ficasse órfã, um adeus sentido e sabido, mas sem sentido, do qual eu não faço a menor idéia.
Sinto uma sede de água que quanto mais bebo mais sede me dá, uma sede de oceano que nada pode saciar, uma sede que mais se parece com fome, vontade de morde até sangrar.
Estranho esses abismos desconhecidos em nós mesmos, umas estradas internas que nunca vimos por dentro, como se nunca antes tivesse atravessado. Talvez sim, talvez essa vírgula eu nunca tivesse antes desenhado no livro. As tristezas também são inigualáveis e inexplicáveis, cada uma conta uma história, uma memória recente e diferente. Às vezes não se revelam nem pra gente.
"Quando você ficar triste
Que seja por um diaE não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar..."
quarta-feira, 23 de junho de 2010
VOCÊ É...
Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê.
Você é o que ninguém vê.
Martha Medeiros
segunda-feira, 21 de junho de 2010
O amor é possível, basta acreditar nele.
Naquela festa, havia pessoas estranhas, esquisitas mesmo. A comida servida não era para o seu bico e aquele de fato não era o seu dia, não era? A questão é que ali eles se viram sem se olhar quase que pela primeira vez e nada aconteceu, ou tudo ali estava por acontecer. Não mais a fim de ouvir a gritaria de uma bêbada em cólicas que atravessara o seu caminho, ela pediu licença e foi à luta, digo, embora!
Ele não lembrava mais dela quando seu telefone soou avisando a chegada de um torpedo, era ela lhe pedindo um favor e ele disse sim sem pensar. Num dia qualquer, talvez o seguinte, eles se encontraram sem a menor pretensão pra assistir aquela que amam por afinidade. Tudo estava acontecendo rápido e eles ali como escravos do tempo e do destino, sendo usados sem saber.
Nesse dia mais um convite, o convite do encontro entre o destino e a realidade se estabeleceu e ela disse sim para uma viagem nas montanhas, sem saber o tamanho do sim que estavam predestinados.
A menina foi chegando com medo, desconfiada, um pouco sem jeito e quase calada.
Não acreditava que aquele encontro poderia render mais do que um feriado, ele por sua vez, também estava confuso e acreditava que daquele encontro só lhes restariam uma bonita amizade.
O destino agiu de forma segura, contrariando todas as tentativas de fuga desses dois, fazendo com que ambos se aproximassem mutuamente a cada dia. Ele fez boas conquistas, mas poucas bobagens também, logo no inicio - o que era natural, uma vez que se encontrava confuso. Ela se recolheu, foi embora acreditando que suas intuições sobre aquele encontro estavam certas.
Como um pergaminho escrito a muitos anos, nada podia mudar o que ali estava escrito, nem o tempo, nem o envelhecimento do papel ou da tinta, ali estava a sentença desse encontro inusitado. Sem condições de lutar contra, ele teve uma espécie de chamado de consciência e começou a avaliar suas atitudes durante seu ultimo encontro com ela. Foi então num domingo a noite, que resolveu passar uma mensagem pelo celular pra dizer da sua saudade e do seu interesse, fez pedidos de desculpas ignorados por ela. No dia seguinte, ele seguiu seu impulso e lhe mandou flores com um cartão de desculpas, convidando-a mais uma vez a namorar. Ela não teve saída, ou acreditava que era possível ele ser seu novo amor ou acabava de vez com a sua crença no amor. Ela fez a opção certa, continuou acreditando no amor.
Essa história completa 7 meses, ele feliz, ela aliviada de ter lhe dado mais uma chance, ela feliz, ele cada vez mais encantado e enamorado, ela amando, ele acreditando no amor por ela. Ambos pensam em futuro, filhos, família . . . Ele sem se importar muito sobre os conceitos de amor, ela querendo ainda uma resposta do universo . . . Mais??? Briguinhas sim, desentendimentos em alguns fins de semana, stress do trabalho, manias de cada um - na cama, na mesa, na vida - ciuminhos tolos, mas nada que abale ou fadigue o amor e a cumplicidade, o alto astral, o bom humor e o destino que uniu esse casal.
Essa história completa 7 meses, ele feliz, ela aliviada de ter lhe dado mais uma chance, ela feliz, ele cada vez mais encantado e enamorado, ela amando, ele acreditando no amor por ela. Ambos pensam em futuro, filhos, família . . . Ele sem se importar muito sobre os conceitos de amor, ela querendo ainda uma resposta do universo . . . Mais??? Briguinhas sim, desentendimentos em alguns fins de semana, stress do trabalho, manias de cada um - na cama, na mesa, na vida - ciuminhos tolos, mas nada que abale ou fadigue o amor e a cumplicidade, o alto astral, o bom humor e o destino que uniu esse casal.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Pequenas vírgulas de meus pontos
Em mim mora um monte de gente, mas ninguém com título de propriedade da minha terra.
Terra que muitos permito passar, deitar, afofar, cultivar, arar, cuidar
Terras de Brasilis, terras touro cor de fogo.
Nessa, nem eu, nem ninguém pode pisar.
Não tenho nenhum truque de mágica, nenhuma carta em mangas,
Nas mangas, só a cor, o cheiro e o sumo
Das frutas que brotam e crescem em minha terra
quero as mais densas, as mais coloridas e raras, misteriosamente saborosas.
Nenhuma pretensão de ser pretensiosa, apenas guias me guiam
com proteção, com fé, força e muito axé
sem escudo, sem espadas, sem arma nenhuma na mão ou no pé
De certo que uma luz em cima brilha e ilumina
os caminhos e trilhas por onde eu tiver de passar.
Espaços e contrapassos
Já era bem tarde quando passei pelo corredor e senti aquele vento soprar de fininho me causando arrepios, não vi nenhuma janela aberta, a não ser a do meu coração, que estava contraído de frio.
Não acendi nehuma luz, não fiz nenhum barulho, apenas fiquei por ali quieta no meu canto. Não fiz questão nenhuma de propor a divisão de bens porque não havia ali, bem nenhum. Esperei dar a hora para abrir os olhos e o coração. Mais um dia raiava e eu estava esperançosa de lá fora encontrar um sol bem quentinho pra nos aquecer outra vez.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Voo Livre
Alçar o vôo livre, se lançar,
no mar azul do vento velejar
Quando o coração ascende
explode como o brilho de cristal
lança nas manhãs a primavera
é como o arco-iris na janela do quintal
Quando o coração atende
se atira e se deixa levar
abre suas asas contra o vento
como uma ave que começa a se soltar
Quando o coração aprende
toma de assalto a direção
dispara de tanta felicidade
respira a liberdade que disponta como o sol
Alçar o vôo livre, se lançar,
no mar azul do vento velejar
Luis Guedes
no mar azul do vento velejar
Quando o coração ascende
explode como o brilho de cristal
lança nas manhãs a primavera
é como o arco-iris na janela do quintal
Quando o coração atende
se atira e se deixa levar
abre suas asas contra o vento
como uma ave que começa a se soltar
Quando o coração aprende
toma de assalto a direção
dispara de tanta felicidade
respira a liberdade que disponta como o sol
Alçar o vôo livre, se lançar,
no mar azul do vento velejar
Luis Guedes
terça-feira, 15 de junho de 2010
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