terça-feira, 3 de novembro de 2009

DICA DE CINEMA


COCO ANTES DE CHANEL

Gabrielle, junto com sua irmã, é deixada ainda menina num orfanato no coração da França, e todos os domingos ela espera, em vão, que o pai volte para buscá-la … Quando jovem, se apresenta cantando com a irmã num cabaré onde os freqüentadores são soldados bêbados a fim de diversão e prazer. Além de cantar no cabaré, ela é uma humilde costureira que conserta bainhas nos fundos de uma alfaiataria de cidade pequena. Conhece Etienne Balsan, que lhe oferece um

refúgio seguro em meio a um ambiente de decadência, vícios e leviandade. Coco, apelido lhe dado por Etienne, é uma mulher apaixonada que sabe que nunca será esposa de ninguém, rebelde, autêntica, ousada, inovadora e ambiciosa. Perde sua grande paixão, Boy Capel, o homem que retribuiu seu amor, num acidente de carro e desde então nunca mais teve nenhum relacionamento sério com ninguém, é o que se sabe, apenas. Uma rebelde que considera as convenções de sua época opressoras e prefere usar roupas mais leves e soltas, tecidos mais macios, confeccionando suas próprias roupas a partir das roupas dos homens, ousando, inclusive, a vestir calça comprida, o que naquela época era um afronta. Não usava espartilho, cinta e nem rendas, seus vestidos eram soltos e não marcavam seu corpo. Esta é a história de Gabrielle “Coco” Chanel, que começa a vida como uma órfã teimosa, e, ao longo de uma jornada extraordinária, se torna a lendária estilista de alta-costura que personificou a mulher moderna e se tornou um símbolo atemporal de sucesso, liberdade e estilo.
Simplesmente lindo, adorei!!! Vidrei na tela, a atriz tem uma singularidade de expressões que encanta, consegue transmitir em seu olhar e atitudes um misto de fúria e docura que é de arrepiar. Recomendo!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Almoço de Sexta-feira - Simulado e Costela


Tudo começou com um Simulado de Emergência no edifício onde trabalho. Cheguei às 09:00h e o prédio já estava cercado por carros de bombeiro, ambulância, jornalistas, etc. obviamente que a segurança cercou o prédio com afastamento de uns 5 metros da rua até a portaria e, um segurança amigo me disse: Bom dia Bello, chegou bem na hora da evacuação, não precisa entrar (isso significa que não precisarei descer os 10 andares de escada em fila indiana), aguarda do outro lado da calçada, o prédio só será liberado daqui 1 hora.
Pensei comigo: Puxa, podia ter dormido mais uma meia hora que ainda continuaria com crédito.
Atravessei a rua e encontrei a turma toda do outro lado da rua e nem preciso dizer que foi a maior gargalhada!
Quando subimos já era quase a hora de descer pro almoço. Estava todo mundo com fome e foi então que iniciei um bate-papo pelo nosso programinha interno de chat institucional e, consegui contagiar cinco colegas (uma delas era a chiquérrima Thais) pra comer a costela a là Flinstons no Restaurante Escondidinho, no Beco do Barbeiro, em pleno Centro da Cidade. Pegamos 2 taxis e nos dividimos . . .
O Centro estava todo engarrafado (Ai que furada!) por conta do aniversário do cinema Iris, que resolveu fazer 100 anos justo hoje. Não havia como voltar e enfrentamos rezando aquela procisão de carros. Depois de 45 minutos chegamos no restaurante, depois de uns 20 minutos fomos servidos, durante uns 30min. saboreamos a costela e as 4 originais, 10min. para pagarmos a conta, acrescentando mais 15min. de volta ao trabalho, somando tudo tiramos umas 2 horas de almoço e ainda acho muito justo pra quem teve que passar por todo esse sufoco pra almoçar uma costela deliciosa no Centro da Cidade. A sobremesa é que não foi fácil de engolir; um e-mail do chefe-gerente-coordenador dando o maior esporro na galera pelo extenso horário de almoço. Quem foi o .... que não convidou o cara pra almoçar a costela com a gente????

Por falar em costela e feriado, segue receita rápida de Costela de Boi na pressão, bom apetite!

 2 quilos de costela de vaca (cortados em cubos grandes)
 3 tabletes de caldo de carne ou de caldo de costela
 2 cebolas grandes, mal cortadas e despetaladas.
 2 caixas/latas de molho de tomate pomarola
 100 ml de vinho tinto seco
 4 dentes de alho amassado
 pimenta do reino a gosto
 cheiro verde a gosto

Junte tudo na panela, coloque as cebolas por baixo de tudo, depois as costelas, em seguida o alho amassado, a pimenta, o alho e o cheiro verde. Jogue o vinho e misture tudo, depois adicione o pomarola e misture mais uma vez tudo. Feche a panela e deixe cozinhar na pressão em fogo médio por 30 minutos.

Bom Almoço e bom feriado!!!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O tempo não volta

Não me ocupa o tempo com culpa
Que eu não tenho
Não me venha falar de drama
Não chora porque eu não tenho mais lágrimas
pra te acompanhar
Não vem que não tem
Dentro de mim não rola, não me amola!

Nós somos duas páginas viradas
Eu não quero, você também não quer
Não precisamos desfrutar desse convívio
Não te devo satisfação
Não te quero mais no coração
Eu ruim??? Eu assim!!!

Te conheço mais que seu tempo
Você se transformou em orgulho
Não prega em vida o que na alma ensina
Não merece falar de cura, tempo, perdão, conciliação
Você se esconde na falsa oração
Vai pregar noutro coração

Quem foi que te disse que tempo é remédio?
Seu tempo foi longe demais
Não regou, secou
Não cuidou, morreu,
Não veio, vagou
Não usou, perdeu
Não viu, passou

Você fingiu que não me viu passar
Me falou com raiva que eu não prestava
Que plantei em nosso jardim outra flor
Mas essa flor não é mais minha, no meu jardim só tem rosa
Amor acorda, nosso tempo não tem volta!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Dicas


"O Bem do Mar"
Um Pedaço da Bahia no Teatro do Leblon.
Espetáculo faz homenagem ao compositor baiano Dorival Caymmi, com personagens e situações inspirados em sua obra.
Quem nunca foi à Bahia vai conhecer o modo de vida, a sensualidade, a doçura que fazem parte do imaginário brasileiro, conhecido mundo afora. Quem já visitou a Bahia vai reconhecer as cores, as danças, os sons. O espetáculo não tem texto falado. É com as letras de Caymmi que os personagens ganham vida.
"O Bem do Mar" é um musical essencialmente brasileiro. As cenas foram criadas e são apresentadas a partir das situações propostas nas letras de Caymmi, e falam de uma visão muito particular de temas como amor, traição, ciúme, trabalho, casamento, religião, vida e morte.
Os personagens são inspirados, também, nos romances de Jorge Amado, na pintura de Di Cavalcanti e de Carybé. Personagens que trazem a malemolência, a sensualidade e a doçura que fazem parte desse imaginário de uma Bahia reverenciada mundo afora.
No cenário, um pouco da religiosidade, do artesanato, das tradições da Bahia tudo aquilo que sempre inspirou Dorival Caymmi a escrever quase 100 canções. Agora 68 delas estão sendo levadas para o palco. Sete músicos e quatro atores interpretam estes sucessos da música brasileira.
Teatro Leblon - Sala Fernanda Montenegro
Rua Conde Bernadote, 26, Leblon
Quinta, Sexta e Sábado às 21h. Domingo às 20h

 "HEBERT DE PERTO"
Imperdível!!!



Uma obra de arte e vida cheia de lição, a gente vê realmente de perto o significado de superação, força, vontade, amor, saudade, talento, resignação, espiritualidade, amizade . . . Quem não viu, corre, quem já viu, reflita e comemore a vida de Hebert!
"lágrimas não são forever...dores já não são together..."


PEDRO CARDOSO - OS IGNORANTES

A peça é a história de uma bala perdida. Na verdade, não existe bala perdida. A peça conta a trajetória dessa bala que atinge um sujeito na primeira cena. Depois narram os fatos que levaram àquilo e as conseqüências desse incidente.
Em quatro partes, Pedro declama um repente, poeticamente LINDO, onde pude viajar por partes de um Brasil e um povo que muito me orgulho, povo que é nosso, povo que brilha na própria beleza e simplicidade de ser com muito luxo, ignorante. Que de ignorante não temos nada, ou temos tudo!
Vale a pena, a peça é diferente de tudo, tem Pedro cantando, imitando, dançando, interpretando, declamando, contando história e vivendo todos os personagens dessa viagem.
Prestem muita atenção na Luiza, uma cantora muito simpática de apenas 20 poucos aninhos que dá um show com sua voz abençoada por Deus e toda falange de gogó afinado que mora no céu.
Parabéns grancinha, você nasceu já brilhando!

domingo, 25 de outubro de 2009

Desfrute da palavra

Das palavras encantas eu sou fã, mais do que isso, das palavras formo frases e mando recado . . .
Não resisti e roubei de uma amiga que publicou, Lenine só traduziu, rs!

Tá cansado, senta. Se acredita, tenta. Se tá frio, esquenta. Se tá fora, entra. Se pediu, aguenta. Se sujou, cai fora. Se dá pé, namora. Tá doendo, chora. Tá caindo, escora. Não tá bom, melhora. Se aperta, grite. Se tá chato, agite. Se não tem, credite. Se foi falta, apite. Se não é, imite. Se é do mato, amanse. Trabalhou, descanse. Se tem festa, dance. Se tá longe, alcance. Use sua chance. Se tá puto, quebre. Ta feliz, requebre. Se venceu, celebre. Se tá velho, alquebre. Se perdeu, procure. Se é seu, segure. Se tá mal, se cure. Se é verdade, jure. Quer saber, apure. Se sobrou, congele. Se não vai, cancele. Se é inocente, apele. Escravo, se rebele. Nunca se atropele. Se escreveu, remeta. Engrossou, se meta. E quer dever, prometa. Prá moldar, derreta. Não se submeta.
-Lenine-

Dança comigo depois que a música acabar


Eu já sei dançar com você
é durante a noite que a magia nos envolve
é só ouvir a música que a gente se solta
e pouco me importa os outros casais
Eu já sei dançar com você
e você já sabe me levar, me segurar e me fazer rodar
a música pára e você continua me conduzindo
eu sigo dançando sem querer parar
Eu já sei dançar com você
sigo seus passos de leve e finjo me deixar levar
entre tuas pernas me encaixo pra você brincar
dois pra lá, dois pra cá
Eu já sei dançar com você
no ritmo que for, na festa que vier
me olha e me tira pra dançar que eu vou
mas promete que depois da festa
vai me levar pra casa e me fazer sonhar

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Nova Dupla de Sucesso RSA!!!

O trabalho tá bombando, mas o clima é de pura harmonia e felicidade

da pra ver na cara!! Mês passado perdi um companheirão chamado carinhosamente de "Cabeça" (porque é grande mesmo), "Lixão" (o cara come tudo o que sobra do prato dos companheiros). Apesar de, fiquei feliz por ele, afinal estará realizando voos mais altos, com mais liberdade e ainda viverá novos desafios - "Vai com fé Mau, você merece brother!"
Bom, mas como o cara lá de cima é generoso e não descola do meu pé, me presenteou com a vinda da hilariante, bem humorada e recém casada Renatinha, por enquanto só um apelidinho carinhoso - "Rê". Confesso que sempre preferi trabalhar com homens, sempre achei eles muito mais práticos e objetivos no plano profissional, além da força física, é claro! A gente de vez enquando viaja . . . leva tralha prá lá, trás de volta pra cá, carrega mala, apostilas, livros . . . eles são excelentes cavalheiros, adoram demonstrar força, uiiiii!!!!

Agora estou sem braços fortes, mas em compensação ganhei uma companheira tão forte quanto eu (modéstia) no quesito personalidade, praticidade, objetividade, rapidez de raciocínio e humor!!! Salve Geral do Bem!!! Seja bem vinda e muito sucesso pra nossa dupla!!! Brigadú!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Qual é o problema?

Ela entrou e me olhou assustada
Eu perguntei: Qual é o problema?
Ela: O problema? Não ter problema!
Não é estranho não ter problema, não fazer terapia,
não reclamar de nada, não viver estressada . . .
Na era de tantos conflitos e leilões de problemas
não ter nenhum é quase frustração, será esse o meu problema?
Sugeri um anuncio: Procura-se problema!
Ela: De que tipo?
Eu: Pessoal, profissional, familiar, amoroso,
espiritual . . .
Como arrumar um problema pode ser difícil
tanto quanto resolver um.
Eu: Vamos tentar um tratamento?
Prometo te ajudar a conseguir o seu
melhor problema, mas vai ter que pagar!

Beijo teu, beijo meu


De baton ou sem baton?
Com chiclete ou sem chiclete?
Me pede, me morde e me obedece
Meu beijo é teu sim
mas só quando te encontro
Será assim se assim quiser
Não faça dele seu patrimônio
Ele é mais meu do que seu
Não quero selar nenhum compromisso
Mas vou te beijar essa noite inteira
Como se hoje o mundo fosse acabar
Enquanto o nosso desejo explode
O resto tudo pode esperar.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Minha Flor meu bebe

Hoje levantei correndo, pra variar atrasada como quem perde o último trem e ainda o avista saindo da estação em câmera lenta. Entrei na cozinha e haviam duas violetas me esperando, elas pareciam ansiosas por me ver, estavam roxa e lilás de pura beleza e, eu que vivo correndo consegui parar diante delas e ouvi-las em meio ao desespero das horas. Incrível, elas eram duas violetinhas mirradas, sem vida, sem graça que moram há quase um ano na janela da cozinha, só vi suas flores quando as comprei e de lá pra cá, elas nunca ficaram bonitas, cheguei a pensar que morreriam. Ta certo que eu dei uma investida, venho doando o pouco do meu tempo para regá-las toda semana, abrir a janela e deixá-las sob a luminosidade da luz solar, mas foi uma surpresa vê-las assim tão cheias de vida, perfumadas, bem vestidas de cores, irradiando beleza e vigor. Tomei um copo d'água, respirei fundo, dei bom dia em silêncio para as duas e pensei: "Não vou correr hoje não, elas deram flor só depois de um ano e até 2 semanas atrás eu nem as percebia, estavam um horror, hoje estão lindas . . . faz parte do processo natural, vou bem devagar, quando a minha primavera chegar será tempo de florescer!"
Já venho na emoção da Primavera, pois lá em casa ela chegou antes do dia 23!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mimo demais estraga

Você tem um novo brinquedo
mas sente falta do que não tem
Viver brincando é seu desafio
Conquistar o que é desconhecido
Desbravar pra desencadear novas emoções
Brincar é verbo predileto, desejo é impulso
Bola avante!!!

Quando o brinquedo fica conhecido demais
E não inspira desafio, você não quer brincar mais
Não te encanta o que já tem nas mãos
Ficou banal e sem mistério
Brinquedo gasto perde a graça
Fica viciado e enjoativo
“Quero aquele brinquedo novo da vitrine mamãe!"

Enquanto não chega mais um novo brinquedo
lembra de outro velho que largou na vizinha
Se encanta mais uma vez porque não lembra
De como era brincar com ele
Pensa que pode ser novo outra vez
Ah! Que inveja da vizinha
Vou tomar ele de volta pra mim!

Solidão que nada, tô comigo e não abro!



Escuto tanta gente falar em solidão
De mim escuto o silêncio que anda pela casa
Sozinha ouço mais e presto atenção
Sinto meu coração pulsar lentinho, calmo pelo caminho
Não sinto frio nem calor, temperatura e zona de conforto

Lembro de uma música quando passo pela cozinha
É estranho rir sozinha do que compartilhei
Mas solidão não é estar só
Solidão pode ser a falta de companhia
Mas eu gosto da minha e cuido dela com carinho

A tempestade pode vir e demorar a passar
Cada qual que procure seu abrigo
Corro com pressa pra casa, desejo de me aninhar
Eu to aqui sim, esperando meu coração voltar a acelerar
Mas por enquanto não tem espaço pra outro chegar
nem fazer bater descompassado e desgovernar
as batidas do meu.

Desculpe por não te deixar entrar!

Arvorecrescer



Ando sem pressa de encontrar
Sem pressa de perder ou me buscar
Prefiro recostar à sombra e aguardar
Acredito no tempo de semear

Ontem não me seduz mais
Hoje é calmo como um barquinho a velejar
Amanhã. . . Nem sonho nem planos faço
Penso que amanhã colho o que plantar
Por enquanto cuido da terra
Afofo o quintal pra depois brincar.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eu vou abrir um bar só de fumantes, não será permitido não fumar!


Esse texto não é meu, ele pertence ao dono, com toda minha admiração! Só não poderia deixá-lo escapar dos olhos de meus leitores e amigos, por isso faço questão de postá-lo. Ah! A foto eu escolhi, essa boca da água na boca, assim como esse cigarrinho . . . http://www.jesusmechicoteia.com.br/

A mão peluda do Estado bolinando os negócios particulares
Corre, pega a estaca!
Todo mundo achando linda essa lei que proíbe o fumo em ambientes fechados. Eu não fumo, então poderia não dar a mínima pro assunto. Mas o caso é que não gosto de ver o Estado se metendo na vida das pessoas. O Estado que cuide do que é público: do que acontece na minha casa, cuido eu. No meu bar. Na minha empresa. Se eu resolver fumar, minha marida vai me mandar fumar na rua. E eu vou acatar, que não sou besta. Esse acordo vale para todos os lugares. Numa empresa:
— O que vocês acham, os funcionários devem fumar dentro da empresa ou não? Não? Então o que acham da gente reservar aquela sacada ali como fumódromo? Legal? Então pronto.
Eu trabalhei numa empresa que ocupava dois prédios de 20 andares. Havia uma área para fumantes no térreo e outra no 16º andar. Os que fumavam (eu fumava, na época) tinham que ir para uma dessas áreas quando queriam pitar um bocadim. No 16º tinha até uma lanchonete onde era permitido fumar — quem não tolerava fumaça podia ir a uma das outras lanchonetes do prédio, ué. Só que a lei do Serra proíbe os fumódromos, claro, e tira das pessoas o direito de decidir se vão tolerar ou não o cigarro, e em que nível.
Se o tabaco não é droga ilícita, então as pessoas devem decidir onde seu uso é tolerado ou não. A nova lei trata as pessoas como débeis mentais, e elas aceitam esse papel de bom grado. E se eu quiser abrir um bar só para fumantes? Por que o dono do bar não pode decidir se é permitido fumar lá no bar dele? Ou se é permitido só numa área? Quem achar ruim, que não vá ao bar dele. Outro dono de bar vai proibir o cigarro. Fumantes que achem outro lugar pra ir dar suas baforadas. Outro vai permitir o fumo totalmente e vender maços de Marlboro a dez reais pra encher o cu de dinheiro. O bar é dele, o cu é dele, o dinheiro também será.
Mas nãaaaaaaaao. O negócio é estimular o dedurismo (tem um 0800 pros dedos de seta), é jogar as pessoas umas contra as outras, é gastar dinheiro público pra fazer propaganda dessa lei tão legal. Tem até uma ampulheta, e eu imagino que começou a juntar gente em volta às onze da noite, tudo de ancinho e tocha na mão pra sair caçando fumante à meia-noite — sendo que há um ser muito mais perigoso à solta. Zé Serra quer proibir coxinha nas escolas, quer proibir quentão em festa junina, quer proibir cigarro nos bares. Daqui a pouco ele proíbe água benta na igreja e todo mundo vai achar bonito.
Aurélio Gois dos Santos 7 de agosto de 2009

Estranho Intimo

Vi um estrangeiro pelos quatro cantos da minha casa
Passeou na minha cama e dentro do meu armário
Foi aos poucos se tornando intimo de tudo
Um intruso afetuoso e misterioso

Não falo sua língua, não lhe conheço, não sei o que quer
Não me importa, gosto da sua companhia

Tenho seus olhos em meus movimentos,
na solidez de mim, nos poucos momentos entre nós
Pode vir, pode chegar, ou você me ganha
ou não vai ficar

Cada pedaço da casa eu te sinto presente
Você existe sem estar
Teu perfume entra com o vento pelas brechas da janela

Todo dia um recado, um bilhete, um scrap
Faz questão de me fazer lembrar,
mas quem disse que eu quero esquecer?

Aquelas flores de papel ainda não rasguei
Não me fazem mal, assim como você
Tua imagem está posta, selada na foto n'algum canto da prateleira
No alto, certamente onde eu não possa alcançar

E você também não possa me ver

Por muitas noites você não me deixou dormir
Agora já chega, me esquece, não me aborrece
Muda e fica mudo só olhando, não fala nada não
Esse momento agora é meu, intimo e particular
Não te permito mais nada, só olhar.